GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

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Em Curso GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Croco em Ter 8 Ago - 1:08

GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Comando do Porto diz viver "período crítico no que concerne à manutenção de viaturas", por falta de cabimento orçamental


O Comando Territorial do Porto da GNR assume, numa comunicação a todas as chefias do distrito, que os constrangimentos orçamentais para a reparação e manutenção de viaturas são de tal forma que levam a medidas de contenção rigorosas. Os militares são avisados de que "é absolutamente proibida a autorização de qualquer serviço/aquisição que origine despesa sem prévia emissão da nota de encomenda". Reconhecendo que o parque de viaturas se encontra muito degradado, com elevada quilometragem e com avarias constantes, a GNR do Porto alerta, numa mensagem de 1 de agosto, que "o não cumprimento destas instruções poderá fazer incorrer em responsabilidade pelo pagamento dessas despesas aos militares que as autorizarem".


Nesta linha, um destacamento territorial avançou com medidas nos seus postos, em que sugere privilegiar, quando possível, o patrulhamento apeado e que as viaturas façam mais 5000 km do que o recomendado para a mudança de óleo. "Nos tempos que se seguem a reparação e manutenção de viaturas pode estar comprometida por falta de cabimento orçamental da unidade, expectando-se com isto que algumas viaturas fiquem vários meses sem manutenção ou na reparação." É com este contexto que um destacamento territorial do Porto da GNR comunicou aos comandantes de postos e chefes de núcleos a série de medidas "de modo a poupar e a rentabilizar as viaturas".
A comunicação interna foi confirmada ao DN por César Nogueira, presidente da Associação Profissional da Guarda (APG/GNR). "O Porto é das maiores unidades do país, com seis destacamentos territo-riais, mais meios e mais homens. É lógico que o comando do Porto não tem responsabilidades por haver falta de verba", disse César Nogueira, para quem "a evolução desde 2001, desde os tempos da troika, é negativa. Cada vez está pior e agrava-se de ano para ano. Estas medidas são cada vez mais vulgares".

Nesta linha, um comandante de um destacamento territorial da GNR emitiu o alerta em que sublinha que as medidas de poupança a serem tomadas pelos postos e núcleos "não devem colocar em causa a atividade operacional". Sugere como primeira medida de contenção "optar por um patrulhamento apeado, moto ou ciclo em detrimento do patrulhamento auto". Entre outras recomendações em que pede a sensibilização dos militares para uma maior coordenação das deslocações, a GNR informa os guardas que "o óleo que é colocado nas viaturas poderá ser utilizado até mais 5000 km", do que o valor definido para a revisão. "As viaturas têm uma margem de 5000 km após a quilometragem marcada para a revisão." Quando atingir o excesso de 5000 km, uma viatura "obrigatoriamente deverá ser parada e efetuada uma mensagem como INOP (inoperacional)".


O dirigente da APG/GNR considera que ao fazer "esta contenção, irá faltar alguma coisa", apontando que a escassez de meios é gritante, sobretudo a nível de viaturas. "Há carros com 700 mil e 800 mil km ao serviço", critica César Nogueira.


O patrulhamento apeado é uma opção difícil de concretizar, alerta. "Só no centro de uma vila ou cidade é que é possível. A maioria dos postos da GNR tem áreas muito extensas, além de ter efetivos humanos muito reduzidos." Por tudo isto, o responsável associativo dos militares da GNR diz que "a evolução desde a troika é negativa. As alterações são para pior. Há postos em que as viaturas disponíveis são muito antigas, algumas estão inoperacionais. Não tem havido investimento nas forças de segurança. A GNR recebe a mesma verba mas as manutenções são mais caras, o serviço aumentou, com o turismo a incrementar a atividade."


No ano passado, quando houve uma redução de verba atribuída para combustíveis, a ministra da Administração Interna garantiu no Parlamento: "Não vai haver carros patrulha parados por falta de combustível". Constança Urbano de Sousa disse também que "as rondas também se fazem a pé".

Contactada pelo DN, o Comando Geral da GNR respondeu que, no que respeita à gestão dos meios, "as indicações são transversais a todo o dispositivo da GNR, no sentido de que todos os procedimentos administrativos sejam escrupulosamente cumpridos na reparação de viaturas, bem como o seu eficiente uso, garantindo deste modo um adequado nível de operacionalidade, tendo como um único fim, a garantia da segurança dos cidadãos".


Os problemas com as viaturas e meios da GNR, e outras forças de segurança, não são novos. No ano passado, o comandante territorial do Porto admitia os constrangimentos orçamentais. O Porto é o maior comando da GNR com 1480 militares, mais cerca de uma centena de pessoal civil, com seis destacamentos territoriais e dois de trânsito, e 34 postos. No ano passado tinha 370 viaturas.
http://www.dn.pt/portugal/interior/gnr-da-ordem-para-poupar-nos-carros-e-quer-patrulhas-a-pe-8691088.html
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por moralez em Ter 8 Ago - 1:14

Não há viaturas? Então nâo há?
Cada Cmdt de CT tem uma. Cmdt Dter tem outra. Cmdt Sdter idem. Já dava uma centena de viaturas.
Mais aquelas que foram adquiridas para as missões e agora estão a apodrecer. Mais aquelas viaturas dos bombeiros da GNR.
A GNR tem muitos meios. Quem gere os recursos humanos, financeiros e logísticos é que devia encher-se de vergonha.

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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Opanda em Ter 8 Ago - 9:39

Os recursos humanos da gnr no seu melhor... esta noticia faz me lembrar os quarenta e tal pedidos de militares habilitados com o curso do gips e os sessenta e tal militares habilitados com o curso de transito a pedirem para regressar á especialidade e no fim o mais rentavel á instituição é fazer novos cursos e deixar esses militares habilitados a marcar passo ahahah só é pena que isso não seja noticia de jornais porque ainda não viram nada.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por COELHO.X em Ter 8 Ago - 9:48

No coments....veículos...sem efetivos....sem condições...sem promoções.....bla bla bla....sempre  a mx coisa...
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por GIA2050 em Ter 8 Ago - 10:24

Tirem os carros aqueles que o usam diariamente para se deslocar de casa para o serviço que já poupam uns belos euros em portagens, combustível e desgaste!
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por toinojaquim em Ter 8 Ago - 13:07

GIA2050 escreveu:Tirem os carros aqueles que o usam diariamente para se deslocar de casa para o serviço que já poupam uns belos euros em portagens, combustível e desgaste!
Nem mais.... não há carros para o serviço operacional mas há para certas pessoas se deslocarem para casa.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Guarda que anda à linha em Ter 8 Ago - 13:57

Não quiseram uma GNR com mais de 20 brigadas em vez da que havia com apenas meia dúzia. Agora alguns anos depois dessa luminosa ideia estão a colher os respetivos frutos. É tudo a multiplicar por muitas, homens, viaturas, etc. etc. etc. E agora começa-se a chegar ao ponto de se exigir a militares cada vez mais velhos (mais velhos também, devido às opções politicas erradas, tomadas) que façam patrulhas a pé.

E adivinhem lá quem é que teve a feliz ideia (a nível politico de tal façanha) de se ter passado de meia dúzia de brigadas para mais de 20?

Entretanto, ao contrário de alguns senhores em que ouvimos dizer nos discursos no dia desta ou daquela unidade, que os efetivos são X mas que deveriam ser Y, mas que mesmo assim o serviço se faz na mesma. Pelo contrário, já há quem assume e tem a respetiva coragem de chamar os bois pelos nomes e começa a ter o discurso certo. Não há homens não se faz, não há palhaço não há circo.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por MiguelBarrancos em Ter 8 Ago - 14:09

Se nem homens há para andar nos carros... 
Vamos fazer ocorrências a pé? Mas as apeadas não são de 8 horas?
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Raí em Ter 8 Ago - 14:58

Há muito tempo que isto acontece, não é só de agora............

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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Guarda que anda à linha em Ter 8 Ago - 18:26


A bolha está prestes a rebentar. O que alguns preconizavam em 2005, quando pela primeira vez se aumentou a idade de passagem à reserva e reforma dos policias e militares ao reduzirem-lhe a percentagem de 25% para 15% para efeitos de tempo de serviço (que apesar de tudo os militares e policias têm de pagar, ao contrário do que algumas pessoas pensam), e que entretanto já nem sequer existem, estão agora a produzir os primeiros efeitos. Uma PSP e uma GNR com efetivos cada vez mais envelhecidos e, por arrastamento, cada vez mais em menor número, com os velhos a encostarem porque não aguentam e os mais novos a serem sobrecarregados.

Entretanto, os visionários que na altura tiveram esta visão estratégica para os profissionais das principais funções do estado, militares e policias, porque sem segurança e defesa mais nada existe ou resiste. Não contentes ainda com o erro crasso que na altura cometeram, em 2017 voltaram novamente à carga. A titulo de exemplo e para a GNR, nesta matéria, basta dizer que lhe foi dado o pior estatuto profissional de sempre, em que, a par do decreto lei das reformas, presente que também lhes foi dado no mesmo ano, e se, rapidamente, estes erros não forem corrigidos, daqui por cerca de 20 anos, com o fim das percentagens que atualmente já não existem e com a idade da reforma todos os anos a aumentar, a geração de militares da Guarda que terá hoje mais ou menos cerca de 40 anos de idade, já não sairá do serviço ativo antes dos 60, mas sim muito para lá dessa idade.

Dá que pensar, a politica seguida para a nossa segurança interna, e onde a mesma nos poderá levar nos próximos anos.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Carlos S. em Ter 8 Ago - 19:33

Só faço uma pergunta.

Para onde está a ser canalizada, se é que esta... a percentagem dos autos de rodoviaria atribuidos a cada entidade Autuante????

Quer passe 100 autos ou 0, ando com viaturas sem condições nenhumas, a cair de podre, e cada vez que vao ao mecanico ainda veem pior.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Croco em Ter 8 Ago - 19:37

GNR nega ter dado instruções para não se usar os carros
A GNR nega ter transmitido qualquer instrução no sentido da não utilização de viaturas e consequente aumento das patrulhas a pé. A posição oficial da Guarda Nacional Republicana surge depois de hoje o "DN" ter noticiado que o Comando Territorial do Porto tinha comunicado às chefias do distrito medidas de contenção muito apertadas, como a diminuição do uso de viaturas.

Segundo o jornal tudo tinha por base a falta de cabimento orçamental para o atual "período crítico no que concerne à manutenção de viaturas".

A meio da tarde, fonte oficial esclareceu que "as orientações dadas pelo Comando Territorial foram no sentido de reforçar o cabal cumprimento dos princípios legais e respetivos procedimentos administrativos para a realização de despesa pública".

"O Comando da Guarda não transmitiu qualquer instrução no sentido da não utilização de viaturas para o cumprimento da sua missão, bem como quanto à reparação da mesmas", referem.

A informação avançada pelo "DN" dava ainda conta de que os militares que fizessem comprar ou reparações de carros sem autorização superior poderiam ser obrigados a suportar os custos. A notícia referia ainda uma recomendação para que os veículos fizessem mais cinco mil quilometros sem até mudarem o óleo. Sobre esses assuntos, a GNR não fez qualquer comentário.

A concluir a reação oficial, a Guarda salienta, ainda assim, "que, pese embora o parque automóvel da Guarda ter uma média de idade superior a 10 anos, a operacionalidade das viaturas tem-se mantido na ordem dos 80%, o que se considera de muito positivo, tendo em conta a idade e quilometragem das mesmas".
https://sol.sapo.pt/artigo/575526/gnr-nega-ter-dado-instrucoes-para-nao-se-usar-os-carros
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por COELHO.X em Ter 8 Ago - 21:29

Em suma...tudo rolandoooo HeeHeeHee
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por иuησ em Ter 8 Ago - 23:22

08 de Agosto
GNR do Porto com ordens para andar a pé para poupar os carros


Comando do Porto diz viver "período crítico no que concerne à manutenção de viaturas", por falta de cabimento orçamental

O Comando Territorial do Porto da GNR assume, numa comunicação a todas as chefias do distrito, que os constrangimentos orçamentais para a reparação e manutenção de viaturas são de tal forma que levam a medidas de contenção rigorosas. Os militares são avisados de que "é absolutamente proibida a autorização de qualquer serviço/aquisição que origine despesa sem prévia emissão da nota de encomenda". Reconhecendo que o parque de viaturas se encontra muito degradado, com elevada quilometragem e com avarias constantes, a GNR do Porto alerta, numa mensagem de 1 de agosto, que "o não cumprimento destas instruções poderá fazer incorrer em responsabilidade pelo pagamento dessas despesas aos militares que as autorizarem".

Nesta linha, um destacamento territorial avançou com medidas nos seus postos, em que sugere privilegiar, quando possível, o patrulhamento apeado e que as viaturas façam mais 5000 km do que o recomendado para a mudança de óleo. "Nos tempos que se seguem a reparação e manutenção de viaturas pode estar comprometida por falta de cabimento orçamental da unidade, expectando-se com isto que algumas viaturas fiquem vários meses sem manutenção ou na reparação." É com este contexto que um destacamento territorial do Porto da GNR comunicou aos comandantes de postos e chefes de núcleos a série de medidas "de modo a poupar e a rentabilizar as viaturas".

A comunicação interna foi confirmada ao DN por César Nogueira, presidente da Associação Profissional da Guarda (APG/GNR). "O Porto é das maiores unidades do país, com seis destacamentos territo-riais, mais meios e mais homens. É lógico que o comando do Porto não tem responsabilidades por haver falta de verba", disse César Nogueira, para quem "a evolução desde 2001, desde os tempos da troika, é negativa. Cada vez está pior e agrava-se de ano para ano. Estas medidas são cada vez mais vulgares".

Nesta linha, um comandante de um destacamento territorial da GNR emitiu o alerta em que sublinha que as medidas de poupança a serem tomadas pelos postos e núcleos "não devem colocar em causa a atividade operacional". Sugere como primeira medida de contenção "optar por um patrulhamento apeado, moto ou ciclo em detrimento do patrulhamento auto". Entre outras recomendações em que pede a sensibilização dos militares para uma maior coordenação das deslocações, a GNR informa os guardas que "o óleo que é colocado nas viaturas poderá ser utilizado até mais 5000 km", do que o valor definido para a revisão. "As viaturas têm uma margem de 5000 km após a quilometragem marcada para a revisão." Quando atingir o excesso de 5000 km, uma viatura "obrigatoriamente deverá ser parada e efetuada uma mensagem como INOP (inoperacional)".

O dirigente da APG/GNR considera que ao fazer "esta contenção, irá faltar alguma coisa", apontando que a escassez de meios é gritante, sobretudo a nível de viaturas. "Há carros com 700 mil e 800 mil km ao serviço", critica César Nogueira.

O patrulhamento apeado é uma opção difícil de concretizar, alerta. "Só no centro de uma vila ou cidade é que é possível. A maioria dos postos da GNR tem áreas muito extensas, além de ter efetivos humanos muito reduzidos." Por tudo isto, o responsável associativo dos militares da GNR diz que "a evolução desde a troika é negativa. As alterações são para pior. Há postos em que as viaturas disponíveis são muito antigas, algumas estão inoperacionais. Não tem havido investimento nas forças de segurança. A GNR recebe a mesma verba mas as manutenções são mais caras, o serviço aumentou, com o turismo a incrementar a atividade."

No ano passado, quando houve uma redução de verba atribuída para combustíveis, a ministra da Administração Interna garantiu no Parlamento: "Não vai haver carros patrulha parados por falta de combustível". Constança Urbano de Sousa disse também que "as rondas também se fazem a pé".

GNR garante uso eficiente

Contactada pelo DN, o Comando Geral da GNR respondeu que, no que respeita à gestão dos meios, "as indicações são transversais a todo o dispositivo da GNR, no sentido de que todos os procedimentos administrativos sejam escrupulosamente cumpridos na reparação de viaturas, bem como o seu eficiente uso, garantindo deste modo um adequado nível de operacionalidade, tendo como um único fim, a garantia da segurança dos cidadãos".

Os problemas com as viaturas e meios da GNR, e outras forças de segurança, não são novos. No ano passado, o comandante territorial do Porto admitia os constrangimentos orçamentais. O Porto é o maior comando da GNR com 1480 militares, mais cerca de uma centena de pessoal civil, com seis destacamentos territoriais e dois de trânsito, e 34 postos. No ano passado tinha 370 viaturas.
 

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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por F.oliveira em Ter 8 Ago - 23:31

Croco escreveu:GNR nega ter dado instruções para não se usar os carros
A GNR nega ter transmitido qualquer instrução no sentido da não utilização de viaturas e consequente aumento das patrulhas a pé. A posição oficial da Guarda Nacional Republicana surge depois de hoje o "DN" ter noticiado que o Comando Territorial do Porto tinha comunicado às chefias do distrito medidas de contenção muito apertadas, como a diminuição do uso de viaturas.

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A meio da tarde, fonte oficial esclareceu que "as orientações dadas pelo Comando Territorial foram no sentido de reforçar o cabal cumprimento dos princípios legais e respetivos procedimentos administrativos para a realização de despesa pública".

"O Comando da Guarda não transmitiu qualquer instrução no sentido da não utilização de viaturas para o cumprimento da sua missão, bem como quanto à reparação da mesmas", referem.

A informação avançada pelo "DN" dava ainda conta de que os militares que fizessem comprar ou reparações de carros sem autorização superior poderiam ser obrigados a suportar os custos. A notícia referia ainda uma recomendação para que os veículos fizessem mais cinco mil quilometros sem até mudarem o óleo. Sobre esses assuntos, a GNR não fez qualquer comentário.

A concluir a reação oficial, a Guarda salienta, ainda assim, "que, pese embora o parque automóvel da Guarda ter uma média de idade superior a 10 anos, a operacionalidade das viaturas tem-se mantido na ordem dos 80%, o que se considera de muito positivo, tendo em conta a idade e quilometragem das mesmas".
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por иuησ em Qua 9 Ago - 14:09

As dificuldades orçamentais estão a provocar constrangimentos na capacidade de resposta da PSP e da GNR. O Comando Territorial do Porto já ordenou, por exemplo, contenção nas despesas com viaturas. José Miguel, vice-presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, e Carlos Oliveira, dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, estiveram na Edição da Noite da SIC Notícias para fazer um retrato da atual situação das forças de segurança.



Apenas pretendo realçar mais uma brilhante prestação do Vice da APG, José Miguel, Sargento Ajudante.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por иuησ em Qua 9 Ago - 14:36

E aqui, temos um Presidente de uma associação, APG/GNR, a mais representativa, um Cabo e Patrulheiro, sem medo de processos, e que dignifica publicamente os Profissionais da Guarda com a sua postura digna e correcta!



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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qua 9 Ago - 16:01

Este Senhor COMANDANTE da PSP do Porto também esteve bem. Diga-se, comandante com H grande.


Finalmente alguém assume no local próprio, na circunstância, nas comemorações do dia de uma unidade, em frente ao seu comandante máximo e à ministra da tutela, entre outras individualidades que se encontravam na tribuna, a realidade do que realmente se passa quando, entre outras coisas, diz: "que se o Comando Metropolitano da PSP do Porto não receber "pelo menos 200 elementos no próximo ano, muitas coisas terão de deixar de ser feitas". Enquanto que outros, cobardemente, nas mesmas circunstâncias e ocasiões, perante o mesmo problema dizem precisamente o contrário, que precisam por exemplo de mais 200, mas que mesmo assim o serviço se faz na mesma.

Aliás, chegamos ao cumulo de alguns dizerem que vamos fazer mais com menos. Pudera! Com os cortes das folgas, dispensas e férias dos outros, e de dificultar cada vez mais a saída para as pré aposentações, reserva e reforma, aumentando cada vez mais as idades para este tipo de situações, que vão provocar cada vez mais o envelhecimento dos efetivos policiais, também eu era homem.

Senhor COMANDANTE da PSP do Porto, muitos parabéns pelo seu discurso, e pelo que ele significa para os seus comandados e para todos nós enquanto cidadãos que precisamos de segurança.

Com este tipo de discurso, que simplesmente reflecte a realidade das nossas FS em Portugal, está a defender as condições de trabalho, dos seus comandados, o risco, a penosidade e o desgaste que correm e sofrem para as desempenhar, e a idade com que as estão a desempenhar que deveria ser muito menor do que a que muitos deles neste momento já atingiram.

Não tenho dúvidas nenhumas, que a maior parte dos seus comandados se devem sentir orgulhosos de estar ao serviço sob o seu comando.
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por COELHO.X em Qua 9 Ago - 17:23

Nao deixa de dizer umas verdades. militar
No entanto, arrisca se como ele proprio o disse muitas coisas para o ano arriscam.se a nao serem feitas....como ser CMDT por ex!!! Se é que me entendem... desorientado
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Ccal em Qua 9 Ago - 22:16

Gostava de ver um discurso destes na GNR. Hoje já saiu na comunicação social que segundo o comando geral 80% das viaturas estão operacionais. Dá que pensar a falta de coragem que existe deste lado. Aqui fica um exemplo de um verdadeiro oficial numa entrevista feita no inicio do ano. É pena é que é da PSP e foi o mesmo que foi defender os colegas de Alfragide à CMTV
"[size=34]O subintendente Jorge Resende é presidente do Sindicato que representa os oficiais de topo da polícia, indigna-se por a Polícia Municipal de Lisboa ter mais agentes da PSP que a Divisão da Amadora. "Não se devia por em causa a segurança das populações", critica[/size]
O governo propôs recentemente uma alteração à lei sindical da PSP que limita as folgas sindicais, condicionando-as à representatividade dos sindicatos, mas ao mesmo tempo pretende censurar as intervenções dos dirigentes. Qual a sua avaliação?
[size=34]Parece-nos uma proposta muita boa no que diz respeito aos créditos sindicais. Tendo em conta o número de sindicatos (14) e o número dos seus dirigentes e delegados com direito a gozarem essas folgas (quase 3000), muitas vezes era posto em causa o funcionamento dos serviços. A situação é muito grave. Quanto ao articulado que impede os dirigentes de prestar declarações que afetem a hierarquia e a disciplina, é desnecessário. Não compete aos sindicatos emitir opinião sobre as opções operacionais da polícia, mas outra coisa é falar das condições de trabalho.[/size]
E dizer que faltam coletes balísticos?
[size=34]Isso faz todo o sentido. Se os sindicatos não puderem defender melhores condições para os polícias, mais vale não existirem. Esta proposta vai no sentido inverso daquilo que tem sido a evolução do sindicalismo.[/size]
Não tem havido um certo exagero em algumas denúncias, causando uma imagem negativa que pode fragilizar a polícia?
[size=34]Se as declarações forem sobre condições de trabalho miseráveis, como acontece em alguns casos, pior do que denunciá-las é o facto de existirem. Se esses alertas servirem para as solucionar, até devia haver mais denúncias. As condições de vida dos polícias são, em alguns casos, mesmo miseráveis.[/size]
Quer dar alguns exemplos?
[size=34]Falo das suas condições de vida e não digo só pessoais. Quero dizer profissionais, no seu local de trabalho. Nas instalações, onde chove, onde faz frio, onde o espaço é exíguo e em alguns casos indigno para receber vítimas de crime fragilizadas. Nas viaturas que escasseiam, que rodam 24 horas e naturalmente avariam sem ser possível substituir em muitos casos. Esquadras sem carro patrulha? Como é possível? Na falta de material de proteção e no processo rocambolesco do novo fardamento. O que é diferente de dizer que os polícias são miseráveis. Não são! Antes pelo contrário. São abnegados e resilientes. Dão tudo de si. Correm para fazer um serviço remunerado porque aqueles 40 euroseuro lhes fazem falta. E fazer 12 ou mais horas de trabalho por dia, com a intensidade que muitas vezes tem, com a pressão de lidar com situações de violência em alguns casos extrema, não é fácil. E a nossa polícia fá-lo. Todos os dias.[/size]
Em 2008, numa entrevista que lhe fiz quando era também presidente do SNOP, disse-me que a polícia estava no limite das suas capacidades e que a pressão era cada vez maior. O que diria neste momento?
[size=34]Hoje faço uma afirmação ainda mais gravosa: ultrapassámos claramente os nossos limites. O país, como todos sabem, atravessou, esperamos, um período muito difícil e foi à custa do esforço de muita gente, e os polícias não foram exceção. As pessoas não têm noção que 80 a 90% do bom serviço do Estado através da PSP é feito para lá do que seria a obrigação de um polícia. Eles dão muito mais de si do que é o seu dever. Quando digo que ultrapassámos os limites é porque as condições de trabalho foram ficando cada vez mais degradadas, com reduções salariais, uma exigência cada vez maior, a pressão a aumentar. E essa pressão é transversal a todas a categorias. Será que ninguém entende que os polícias são das classes profissionais mais sindicadas em Portugal? Que a sua ação é dissecada ao mais ínfimo pormenor? Que ninguém quer saber se fez muitas horas, se tem problemas em casa, se doem as costas, se foram agredidos?[/size]
Continuamos a ser dos países mais seguros da Europa...
[size=34]À custa de muita gente. Foi muito complicado gerir a polícia nestes últimos anos. Tivemos situações críticas a nível pessoal e muito gravosas. E ainda assim mostrando uma resiliência fora do comum. Em troca, os polícias não viram acauteladas situações básicas numa instituição hierarquizada como é a PSP, o que vai ter consequências graves a médio e longo prazo. Estou a falar do congelamento das promoções, por exemplo. Faz sentido que uma pessoa entre para a polícia e, tendo todas as condições e capacidades, nem sequer possa passar de agente a agente principal? Ou a chefe? Ou mesmo a oficial? Esta ausência de promoções criou problemas de estabilidade em toda a estrutura, que se vão prolongar no tempo. Numa instituição que se quer organizada e disciplinada não se pode brincar com um princípio básico que é a sua hierarquia. E nos últimos anos andaram a brincar com isso. Porque se entendeu que se o serviço era feito era desnecessário promover. Porque se um agente faz o serviço de um chefe não precisamos de chefes. E isso não é verdade! É, aliás, poupar através do desvirtuar do princípio das competências. Precisamos de agentes principais. Precisamos urgentemente de chefes. Neste momento estão a decorrer alguns concursos mas de promoções que já deviam ter acontecidos há anos. Estamos a falar de pessoas que fazem muito mais horas do que as definidas, que fazem um esforço tremendo para realizar uma operação na qual apreendem milhares e milhares de euros, detenções de grupos organizados, arriscam a sua vida. São profissionais de primeira linha. Cada vez temos melhores polícias, com capacidade para lidar desde situações de violência doméstica à criminalidade organizada, e cada vez lhes pagamos pior.[/size]
Temos polícias a mais, como diz a Sra. ministra da Administração Interna?
[size=34]Temos muitas polícias por vários ministérios e isso seria uma questão a refletir. Quanto ao número de polícias na Polícia de Segurança Pública, é muito discutível dizer que há a mais. Nos últimos anos, o leque de funções administrativas que nos são atribuídas aumentou brutalmente. Desde logo os serviços de notificações para os tribunais e outras entidades. Temos polícias que fazem praticamente trabalho de carteiros. Não faz qualquer sentido. Portanto é preciso saber do que se fala quando se diz que há muitos polícias.[/size]
A solução da Sra. ministra de transferir os agentes das messes para funções operacionais é viável?
[size=34]É bom que tenham visto que pessoas são essas e porque estão ali. Temos vários casos, alguns derivados de acidentes de trabalho, que não têm as capacidades operacionais adequadas. E têm direito à sua dignidade. Depois, há uma coisa que não faz sentido. Propõe-se a formação de 800 polícias, o Ministério das Finanças corta para 300. Não se desenvolve o que já foi anunciado um sem-número de vezes por vários governos que é a integração de civis para serviços administrativos e a solução passa por retirar o pessoal às messes porque há falta de agentes para as patrulhas? E, para agravar, manda-se 500 ou 600 agentes para as polícias municipais (PM) de Lisboa e Porto? E é admissível que estas PM tenham mais agentes do que a Divisão da Amadora? Neste momento, não é. Se tivéssemos excesso de polícias, até podiam ser dois mil ou mais. Podemos compreender a opção política, mas não devia pôr em causa a questão operacional e a segurança das populações. Há poucos dias a Assembleia Municipal da Amadora aprovou uma moção em que pedia mais polícias para o concelho. Não se brinca com a segurança das populações! Os políticos são exigentes? Ótimo! Mas ninguém é tão exigente com a segurança da população como os polícias. Porque sentem as dificuldades, porque amparam as vítimas, porque perseguem os criminosos, porque têm de passar horas e horas a fazer o expediente e a ser ouvidos em tribunal. E, no dia seguinte, voltam outra vez. Esta é nossa polícia! Não merecerá mais do que lhe tem sido dado?"[/size]
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por CSI em Qui 10 Ago - 18:19

O Comandante do COMTER Porto não disse tudo, porque a razão para as viaturas paradas é não haver homens para as conduzir, por causa da contenção orçamental...
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por COELHO.X em Qui 10 Ago - 18:39

CSI escreveu:O Comandante do COMTER Porto não disse tudo, porque a razão para as viaturas paradas é não haver homens para as conduzir, por causa da contenção orçamental...
Acredito que sim, no entanto a ser verdade deveria o dizer, ate porque a função é comandar! militar
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Maldisposto em Sex 11 Ago - 14:17

CSI escreveu:O Comandante do COMTER Porto não disse tudo, porque a razão para as viaturas paradas é não haver homens para as conduzir, por causa da contenção orçamental...
Será que na GNR deixou de ser obrigatório os guardas terem carta de condução militar, ou terão estes inibidos de conduzir?  risota de ti risota de ti lol!
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por Paulo B em Sab 12 Ago - 11:24

A medida mais drástica mas muitíssimo eficaz num combate intenso ao ..... "colesterol" 

HeeHeeHee temos que descomprimir, se não o sistema nervoso arruma com a malta .
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Em Curso Re: GNR dá ordem para poupar nos carros e quer patrulhas a pé

Mensagem por trecarrico em Sab 12 Ago - 15:20

Manda quem pode... Obedece quem deve, é a velha máxima militar que muita gente esqueçe. Compete agora ao poder politico averiguar o que se passa em concreto.
Se querem patrulhamento a pé é o que se faz... como diz o velho ditado ...quando se canta não se assobia...
Não conheço o Comando do Porto, mas era bom ver se as verbas lhes foram correctamente distribuídas ou se é necessário um aumento das mesmas.
Caso seja apurado que as verbas são suficientes, convém averiguar a forma como são geridas, nomeadamente por que rubricas são as mesmas disribuidas e para que fim são empregues...
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