As memórias dos polícias que salvaram a vida a João Paulo II

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Em Curso As memórias dos polícias que salvaram a vida a João Paulo II

Mensagem por Raí em Sab 06 Maio 2017, 16:05



Há 35 anos, os homens do Corpo de Segurança da PSP evitaram que o Papa fosse apunhalado em Fátima. Apenas receberam um louvor. Hoje, dizem que o mais importante foi ter cumprido com êxito o seu dever.

A 12 de Maio de 1982, João Paulo II estava em peregrinação em Fátima, naquela que era a sua primeira visita a Portugal. Um ano antes, a 13 de Maio, tinha sido vítima de um atentado perpetrado pelo turco Ali Agca na Praça de S. Pedro — duas balas que atingiram vários órgãos do seu corpo. Sobreviveu, após uma longa cirurgia. O Papa estava no santuário português também para agradecer a Nossa Senhora de Fátima, a quem atribuía a sua salvação. Mas voltou a ser alvo de um ataque, nessa noite. Foi salvo por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP). Passados 35 anos, alguns desses homens têm como principal recordação desse dia “o sentimento do dever cumprido”.

Manuel Cardoso Ramalhete nasceu há 69 anos na freguesia alentejana dos Mosteiros, concelho de Arronches, distrito de Portalegre. Entrou “ainda jovem” para a PSP, fez vários cursos, nomeadamente o de segurança pessoal. Aos 34 anos era já um dos principais agentes em Portugal nesta valência.

Antes de ser chamado para chefiar no terreno duas equipas de segurança ao Papa João Paulo II, o subchefe Ramalhete era um dos “guarda-costas” do então primeiro-ministro, Francisco Pinto Balsemão.

“Sou católico, daqueles que vai à missa de vez em quando. E quando soube que ia chefiar no terreno duas equipas de segurança ao Papa, uma em Fátima e outra em Coimbra, fiquei muito contente. Era uma missão muito importante. Estava muito longe de pensar que ia acontecer algo tão grave”, disse ao PÚBLICO o subcomissário da PSP, agora reformado.

Sou católico, daqueles que vai à missa de vez em quando. E quando soube que ia chefiar no terreno duas equipas de segurança ao Papa, uma em Fátima e outra em Coimbra, fiquei muito contente. Era uma missão muito importante
Manuel Cardoso Ramalhete  

Uma enorme agitação

Neste recuar no tempo, Manuel Ramalhete não quer “falhar em nada” e recorre a uma folha de papel onde tem anotados detalhes desse dia. “Eram cerca das 22h50. O Papa tinha deixado a Capelinha das Aparições, percorreu o santuário num carro branco descapotável. Quando começou a subir a escadaria que o levaria ao altar, deu-se o ataque”, conta.

As imagens de arquivo da RTP mostram com algum detalhe os acontecimentos dessa noite. O povo, sereno, canta “Ave, ave, ave Maria” durante a chamada “procissão das velas”.

Depois de deixar o carro, o Papa segue a pé num pequeno percurso que o levaria à escadaria onde estava o altar. Tem uma vela na mão esquerda e a direita vai ligeiramente erguida, saudando a multidão. Também ele vai tranquilo, em passos curtos que parecem acompanhar a mansuetude da oração cantada.

Membros da Igreja, escuteiros, repórteres fotográficos e dezenas de agentes da segurança são uma espécie de rochedo de gente em redor do Papa. Alguns agentes de segurança da PSP, de mãos dadas, formam um cordão que, à esquerda e direita de João Paulo II, tenta evitar que alguém chegue junto dele. Surge uma enorme agitação.

Ramalhete está do lado direito, ligeiramente à frente do Papa. “Quando já estamos a subir a escadaria, vejo um homem com uma mala de napa castanha na mão que conseguiu passar as grades e quer furar o cordão de segurança que tínhamos montado, tentando passar por baixo do meu braço direito para chegar junto do Papa. Está agitado, mas como estava vestido de padre não dei grande importância. Dei-lhe um empurrão com o braço e afastei-o”, conta.

Na folha onde anotou todos os detalhes dessa noite, o subcomissário Ramalhete escreve uma frase que é mais do que uma simples anotação: “O núncio apostólico em representação do Papa condecorou 25 personalidades. Estranhamente ninguém da segurança pessoal (PSP) foi condecorado.”

Esse homem era Juan Fernández Krohn, padre integrista espanhol, de 32 anos. Tinha vindo de Paris com objectivo claro de matar João Paulo II.

“Fiquei de olho nele. Com a pasta e ambas as mãos tentou novamente afastar o meu braço direito. Eu agarrava o ombro esquerdo do meu companheiro posicionado à minha direita e dei-lhe uma cotovelada afastando-o novamente”, lembra ainda Ramalhete.

“Homens-sombra”

A cotovelada não desmotivou Krohn, que tentou chegar junto do Papa uma terceira vez: “Já na base do altar, com um gesto de raiva, gritando e mostrando muita agressividade, lançou-se novamente sobre o meu braço direito. Reparei então que além da pasta transportava numa das mãos outro objecto. Quando se lançou sobre o meu braço, retirei-o do ombro do meu colega e, simultaneamente, coloquei-lhe o meu pé direito no meio das pernas provocando a sua queda. Foi de imediato neutralizado e detido por outros elementos do Corpo de Segurança da PSP.”

O objecto que o então subchefe Ramalhete não conseguiu identificar era um sabre-baioneta de espingarda Mauser com um comprimento total de 37 centímetros dos quais 25 centímetros de lâmina.

Quando João Paulo II veio pela primeira vez a Portugal, já David Borges Azevedo tinha um posto de comando no Corpo de Segurança da PSP. Foi-lhe atribuída a missão de ser uma das vozes de comando no terreno e de ser um dos “homens-sombra” do Papa. “Estive sempre ao seu lado."

“Quando o sabre caiu no chão, ficou para aí a 20 centímetros dos pés do Papa”, lembra, por sua vez, o subintendente Azevedo, outro dos homens da segurança durante a visita de João Paulo II a Portugal.

David Borges Azevedo, nascido há 78 anos, na freguesia de Lousado, em Vila Nova de Famalicão (“a terra onde nasceu o cardeal Cerejeira”, lembra), entrou para a PSP em 1961. Também ele fez vários cursos, ocupou cargos diversos, mas foi na segurança pessoal que mais gostou de cumprir a sua missão. Foi “guarda-costas” de várias personalidades nacionais e estrangeiras, nomeadamente do presidente da República Ramalho Eanes.

Quando João Paulo II veio pela primeira vez a Portugal, tinha já um posto de comando no Corpo de Segurança da PSP. Foi-lhe atribuída a missão de ser uma das vozes de comando no terreno e de ser um dos “homens-sombra” do Papa. “Estive sempre ao seu lado, desde que chegou ao aeroporto até que voltou para o Vaticano. Andei sempre no carro com ele e fiz todos os percursos a pé sempre, sempre ao seu lado.”

E na noite daquele dia 12 de Maio lá estava o chefe Azevedo ao lado do Papa. Diz ter-se apercebido das tentativas do padre Krohn para furar o cordão de segurança e esteve sempre de “olho nele”. “A determinada altura oiço um grito (“Muerte al Papa”) e no segundo seguinte já ele estava caído e agarrado.”

Foi o coronel Bivar de Sousa que decidiu criar as duas barreiras de homens que funcionavam como uma “parede” à esquerda e à direita do Papa e do grupo que o acompanhava. “Sem aquelas barreiras talvez o Papa tivesse mesmo sido atingido.”

Este antigo agente tem a convicção de que João Paulo II “não se apercebeu de nada”, ao contrário de um bispo que fazia parte da comitiva e que se “mostrava muito preocupado”.

“Quando Krohn é lançado ao chão, é esse bispo (penso que era bispo) que diz ao Papa o que aconteceu”, lembra Azevedo. Nesse momento João Paulo II virou-se para Krohn, já de pé e agarrado por vários homens da PSP, e abençoou-o fazendo o sinal da cruz com a mão direita.

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Em Curso Re: As memórias dos polícias que salvaram a vida a João Paulo II

Mensagem por CARI2013 em Dom 07 Maio 2017, 23:12

FÁTIMA DESMASCARADA
[por um Padre]

 "Na noite de quinta feira 15 de Julho de 1999, o canal 1 da RTP transmitiu um debate entre dois padres católicos sobre Fátima. Eram eles, o padre monsenhor José Geraldes Freire, a favor de Fátima e o padre Mário de Oliveira, contra Fátima. Este debate, ou frente-a-frente, foi moderado pela jornalista Judite de Sousa.
À pergunta feita pela jornalista, sobre a beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco, o padre Mário respondeu que "todas as crianças são inocentes e a melhor expressão do reino de Deus é que estas crianças foram vítimas de exploração e maus tratos e ainda agora estão a ser exploradas".
Sobre o testemunho de Maria Emília Santos, de 60 anos e que depois de 22 anos de paralisia se sentir curada por um milagre de Fátima, o padre Mário responde, com ironia, que «se houve uma intervenção do Céu, o Céu poderia ter feito um milagre melhor, pois não é um milagre que se apresente». Ao ser questionado se ainda se considera um padre católico, ele responde que «procura seguir o Deus revelado em Jesus de Nazaré e em Maria; não o Deus da Senhora de Fátima. O cristianismo de Fátima tem mais de paganismo do que de Jesus". E Nossa Senhora não é o mesmo que Maria, mãe de Jesus ? - pergunta a jornalista. "Senhor, na Bíblia, quer dizer Deus. No santuário de Éfeso também havia uma divindade e Paulo insurgiu-se contra ela. Senhora, é um título divino e isto é idolatria. Ela diz que é a escrava do Senhor e não a Senhora do Senhor. As aparições de Fátima são demoníacas, não está ali a marca de Jesus. A Missão Abreviada era um livro teologicamente terrorista, e as crianças eram assim aterrorizadas. Era um livro que substituía a Bíblia. O Deus, das memórias de Lúcia, mete no inferno quem não for à Missa, quem der um beijo no namorado, quem disser um palavrão, uma injúria, quem jurar falso assim a brincar».
Quando a jornalista o interroga sobre que ponto Fátima foi uma bandeira do anticomunismo, o padre Mário contesta que «em 1917 nunca se fala na Rússia e isso corresponde à Fátima nº 1. Depois vem a Fátima nº 2, em que a Lúcia foi sequestrada de noite e sem ninguém saber foi enviada para Leiria, depois para o Porto e Tuy, e só a partir de 1935 é que Lúcia, influenciada pelo seu confessor e bispo, escreve as suas memórias. Em 1917 não havia Rússia comunista, mas em 1935 já havia e assim se fala do comunismo na Rússia. A verdade é muito dura".
Ainda sobre a questão de Fátima movimentar 12 milhões de pessoas por ano, o padre Mário responde que "Fátima movimenta multidões como as divindades antigas. É uma divindade que se alimenta das pessoas, ao contrário de Jesus que alimentava as pessoas".
Sobre o 3.º segredo de Fátima, ainda por revelar, ele disse que "o segredo mais bem guardado de Fátima é a sua fortuna. Caiem lá milhões e nunca se disse quanto e como é administrado. Pelas duas partes já conhecidas e que espremidas não dão nada, então o povo deve virar costas à 3.ª parte. Do ponto de vista cristão é impossível não revelar-se um segredo. Deus é o contrário, é o que se manifesta, é sua paixão revelar-se". Ao ser interrogado de ter assim tanta certeza, o padre Mário respondeu que "as minhas certezas vêm do Evangelho e da minha grande paixão por Jesus".
Depois disto, já dois importantes jornais levantaram dúvidas contra o milagre de Fátima. São eles o Semanário Expresso, de sábado 31 de Julho e o diário O Primeiro de Janeiro, de domingo 1 de Agosto.
Oremos para que o Senhor levante homens corajosos e capazes de desmascararem as doutrinas falsas que continuam a escravizar o nosso povo e a impedi-los de aceitarem as simples e preciosas verdades do "Evangelho, que é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Romanos 1:16)."


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Em Curso Re: As memórias dos polícias que salvaram a vida a João Paulo II

Mensagem por Luisa Baião em Seg 08 Maio 2017, 11:34

Corajoso e sem papas na lingua o padre Mário Oliveira.
Na minha modesta opinião Lucia foi a unica prisioneira condenada á prisão perpétua no Portugal  do séculoXX. Até me atrevo a dizer que foi a unica a falar verdade. Ela estaria convencida de que viu a senhora.Era fácil convencer essas crianças dada a sua tenrra idade e o meio rural em que viviam  .

Parabéns ao padre Mário Oliveira !
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