Militar aponta arma à cabeça de superior

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Em Curso Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Almeida Pinto em Ter 17 Jan 2017, 15:32

Guarda ficou insatisfeito ao saber que não teria direito às mesmas folgas extras dadas aos colegas.

Um guarda principal colocado no posto da GNR de Aljustrel apontou a arma de serviço à cabeça de um superior hierárquico. O ato tresloucado terá sido motivado por uma discussão relacionada com dois dias de folga a que o militar considerava ter direito. O militar acabou detido sem efetuar qualquer disparo, mas foi presente ao Ministério Público. Não chegou a ser presente a tribunal, uma vez que o processo baixou a inquérito, mas já foi transferido de posto. Está indiciado, para já, apenas por insubordinação. O caso ocorreu na tarde de sexta-feira, mas teve origem ainda antes da quadra natalícia. Segundo o CM apurou, o guarda Gamito e a mulher (também militar da GNR e colocada no mesmo posto) trabalharam no Natal e folgaram na Passagem de Ano. Mas meteram baixa entre as duas datas de forma a ficar quase uma semana em casa. Já em janeiro, o capitão que comanda o Destacamento Territorial compensou os outros militares com mais dois dias de folga pelo "esforço" feito durante o Natal e Ano Novo, mas deixou de fora o casal. Na sexta-feira, dia 13, a mulher questionou um sargento-chefe e perguntou-lhe pelos "dois dias de folga". A resposta foi: "Já tiveram três." Logo a seguir, a militar falou com o companheiro e este foi ao posto. Entrou de arma na mão, mas como não encontrou o comandante do posto, dirigiu-se à sala ao lado, onde estava um furriel. Após várias ameaças, o guarda Gamito foi desarmado por um colega que se apercebeu da situação. A seguir foi formalmente detido e o caso participado ao DIAP de Lisboa, que decidiu não levar o militar a tribunal. Fonte oficial do Comando Geral da GNR confirmou toda a situação ao Correio da Manhã, adiantando que já foi aberto um processo disciplinar interno, que corre em paralelo com o processo criminal.


Fonte: http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/militar-aponta-arma-a-cabeca-de-superior?ref=HP_Grupo1
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por toinojaquim em Ter 17 Jan 2017, 16:33

Nem sei o que dizer....
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por toinojaquim em Ter 17 Jan 2017, 16:55

A ser verdade o que vem na noticia (o que é difícil devido à sua proveniência) que camaradas são estes dois artistas..... Metem baixa na temporada festiva e os outros que se entalem... e depois ainda se arma em cowboy... só faltou os tiros para o ar e desaparecer em direcção ao pôr do sol.
Mas esta é uma prática corrente em vários locais (não as ameaças claro). Aqui por estes lados, uma camarada queria o natal em casa e disse que se não lhe calhasse, que metia baixa. Depressa o pensou, mais rápido o fez. Como não lhe calhou o natal, meteu baixa. Querem saber a PIECE de RESISTENCE?????? Voltou da baixa e como lhe tinha calhado o ano novo, ficou em casa esses dias!!!!!
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por smelly em Ter 17 Jan 2017, 17:23

parece-me, à primeira vista, um dos muitos casos em que o pessoal quer aquilo a que tem direito, ao que não tem direito, e ainda ao que os outros têm direito...
podia ser um caso de "queropossoemandismo", em que muitos "queropossoemandistas" se sujeitam a levar com homens revoltados que, depois de serem vitimas de demasiados abusos e injustiças, percebem que "nice guys finish last"... mas não parece ser esse o caso...
realço que, pelo menos aqui pela zona, roubar dinheiro do Posto e ameaçar os comandantes dá direito a transferência imediata para a primeira opção de colocação... quem sabe não era isso que o militar queria (e conseguiu)?
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por carlos morais em Ter 17 Jan 2017, 17:51

É o que faz trabalhar Homem e Mulher no mesmo serviço. militar

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por bardock em Ter 17 Jan 2017, 18:44

carlos morais escreveu:É o que faz trabalhar Homem e Mulher no mesmo serviço. militar
Creio que está atitude não tem nada a ver com isso, conheço muitos casais que trabalham no mesmo posto e nunca vi nada assim. Acho estranho alguém apontar uma arma a alguém  (principalmente a um superior hierárquico) por duas folgas. Alguma coisa está mal contada.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Alvaro Carvalho em Ter 17 Jan 2017, 19:43

toinojaquim escreveu:Nem sei o que dizer....

Pois, sem termos assistido ao que se passou, o melhor é porventura nao dizermos nada...

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Desconhecido em Ter 17 Jan 2017, 21:28

A culpa é de quem passa essas baixas! Pior do que isso é a Guarda nada poder fazer contra esse tipo de baixas! A noticia a verificar-se a veracidade da mesma é de lamentar!
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por иuησ em Ter 17 Jan 2017, 21:30

Alvaro Carvalho escreveu:
Pois, sem termos assistido ao que se passou, o melhor é porventura nao dizermos nada...

Camarada Carvalho, é o comentário mais correcto.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por moralez em Ter 17 Jan 2017, 22:09

иuησ escreveu:
Alvaro Carvalho escreveu:
Pois, sem termos assistido ao que se passou, o melhor é porventura nao dizermos nada...

Camarada Carvalho, é o comentário mais correcto.
Nem mais. O acto de apontar uma arma de fogo a alguém pode revelar 2 pressupostos. Ou é alguém com claras debilidades mentais (não estou a chamar maluco, atenção), ou a situação em si alterou o homem de tal maneira que o fez perder a cabeça.

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por joao miguel silva em Ter 17 Jan 2017, 23:26

Vou comentar apenas o que vem na noticia.
Uns artistas que metem baixa fraudulenta, em que com a sua acção, sobrecarregam os "otários" que ficam a trabalhar.
Estes "otários" que ficaram a trabalhar são reconhecidos pelo comandante que a meu ver bem, agraciados com 2 dias extras e este casal "maravilha" acha que também tem direito e vai daí, vai a ponta de lança, exigir e leva um não, o que a meu ver foi justo, não com eles, mas com os camaradas que levaram os 2 dias.
o "rambo" mete a fita na cabeça, pega na arma e vai ameaçar o furriel, afinal ele tem razão, o menino tem direito a tudo, até a ficar em casa e os outros trabalhar por ele.
Se a noticia é mentirosa, claro está este meu comentário nem se põe, se é verdadeira, é por esse individuo na cela 44 de Elvas , que é o lugar dele.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por CARI2013 em Qua 18 Jan 2017, 00:54

Nos termos da Constituição e da lei, o punctum saliens dos crimes estritamente militares reside na violação de bens jurídicos militares, entendidos como os valores que tutelam e constituem fundamento da organização militar e os interesses militares da defesa nacional.
Parece-me que - a ser verdadeira a noticia - estamos perante um crime estritamente militar, pelo que se procederá assim:
 1º.- No âmbito do processo criminal militar, a investigação está regulada nos artigos 332.º a 341.º do Código de Justiça Militar e tem por fim a indiciação de crime essencialmente militar e dos seus agentes ou a recolha de elementos que possibilitem a determinação do foro competente para o conhecimento da infracção [alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 332.º]; 
2.ª – A investigação a que se reporta a conclusão anterior é da competência da Polícia Judiciária Militar; 
3.ª – A GNR não tem, portanto, competência para a realização da investigação regulada nos artigos 332.º a 341.º do CJM, mesmo a respeito de crimes cometidos por pessoal da Guarda; 
.ª – No domínio dos crimes comuns, a GNR não tem competência para a realização de diligências de investigação/inquérito de factos susceptíveis de tipificar crimes comuns integrados no âmbito da competência reservada da Polícia Judiciária; 
4.ª – O disposto nas conclusões 2.ª e 3.ª não prejudica o dever de efectivação dos actos cautelares necessários e urgentes destinados a evitar a consumação do crime e a assegurar os meios de prova (artigos 335.º do Código de Justiça Militar, 55.º, n.º 2, e 248.º do Código de Processo Penal, 2.º, n.º 3, e 6.º, n.º 2, da Lei n.º 21/2000, de 10 de Agosto).

NOTA: Mais um "trabalhinho" para os Juízes militares....
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por jmflince em Qua 18 Jan 2017, 10:31

Ainda dizem que eu não ando bem da cabeça....
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Sierra Delta em Qua 18 Jan 2017, 14:01

É caso para dizer: 
“Isto é que vai p'ra aqui uma açorda, hein?”
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por иuησ em Qua 18 Jan 2017, 14:17

moralez escreveu:
иuησ escreveu:
Alvaro Carvalho escreveu:
Pois, sem termos assistido ao que se passou, o melhor é porventura nao dizermos nada...

Camarada Carvalho, é o comentário mais correcto.
Nem mais. O acto de apontar uma arma de fogo a alguém pode revelar 2 pressupostos. Ou é alguém com claras debilidades mentais (não estou a chamar maluco, atenção), ou a situação em si alterou o homem de tal maneira que o fez perder a cabeça.

Acho incorrecto fazer julgamentos e juizos de valor sobre o que aconteceu. Eu não o faço, ja ouvi algumas versões e além disso não estava no local quando se sucedeu o que a imprensa relata.
As instâncias criminais e disciplinares que façam o trabalho que lhes compete, cá estaremos para as conclusões finais após sair a "sentença", se existir...
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por moralez em Qua 18 Jan 2017, 16:30

иuησ escreveu:
moralez escreveu:
иuησ escreveu:

Camarada Carvalho, é o comentário mais correcto.
Nem mais. O acto de apontar uma arma de fogo a alguém pode revelar 2 pressupostos. Ou é alguém com claras debilidades mentais (não estou a chamar maluco, atenção), ou a situação em si alterou o homem de tal maneira que o fez perder a cabeça.

Acho incorrecto fazer julgamentos e juizos de valor sobre o que aconteceu. Eu não o faço, ja ouvi algumas versões e além disso não estava no local quando se sucedeu o que a imprensa relata.
As instâncias criminais e disciplinares que façam o trabalho que lhes compete, cá estaremos para as conclusões finais após sair a "sentença", se existir...
Nem estou a fazer juizo algum... Apenas a tentar imaginar o que poderia levar uma pessoa a fazer uma coisa destas...

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por иuησ em Qua 18 Jan 2017, 17:57

Não estava a "julgar-te", alias, não escreveste nada que possa enquadrar-se com o que escrevi. Mas tenho lido aqui e ali alguns textos que... Nossa Senhora! Fala-se sem saber o que se fala e fala-se muito, para não dizer demais...
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por PINTAROLAS em Qua 18 Jan 2017, 19:08

Alvaro Carvalho escreveu:
toinojaquim escreveu:Nem sei o que dizer....

Pois, sem termos assistido ao que se passou, o melhor é porventura nãoo dizermos nada...
Nem mais e ainda por mais vindo do CM.

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por NIC em Qua 18 Jan 2017, 19:15

Há camaradas que apontam a arma à sua própria cabeça e se suicidam  (acto extremo mas infelizmente recorrente...) este camarada apontou a cabeça a um superior mas ( acto extremo mas não disparou, algo recente) não disparou... pergunto eu, quantos já pensaram fazer o mesmo? Seja uma ou outra situação? Não apoio NENHUMA delas mas atenção,  que situações extremas têm tendência a acontecer quando o pessoal é levado ao limite. ....
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por FLOCO DE NEVE em Qua 18 Jan 2017, 22:00

A ser verdade o que vem noticiado, pergunto:
Quais os motivos para tal ato?
Conflitos anteriores entre ambos e ainda não resolvidos?
O militar está a passar por problemas pessoais graves e NINGUÉM quer saber?
Será que o militar se encontra bem psicologicamente? 
Quantos mais têm esta vontade e estão somente à espera da hora certa?
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por bardock em Qua 18 Jan 2017, 22:57

[size=41]"trabalharam no Natal e folgaram na Passagem de Ano. Mas meteram baixa entre as duas datas"[/size]
[size=41]Se trabalhares no natal e a compensação foi dada a quem trabalhou nestas datas é legítimo o militar solicitar ser tratado como os outros. Quanto à baixa médica, até prova em contrário, nunca se pode dizer que é fraudulenta. [/size]
[size=46]Alguma coisa me diz que há muita história que não foi contada.[/size]
[size=46]Espero que em vez de se preocuparem só em punir os camarada pensem também em averiguar o que levou o militar a ter este ato extremo. [/size]
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Maldisposto em Qui 19 Jan 2017, 09:40

FLOCO DE NEVE escreveu:A ser verdade o que vem noticiado, pergunto:
Quais os motivos para tal ato?
Conflitos anteriores entre ambos e ainda não resolvidos?
O militar está a passar por problemas pessoais graves e NINGUÉM quer saber?
Será que o militar se encontra bem psicologicamente? 
Quantos mais têm esta vontade e estão somente à espera da hora certa?
Ora aqui está uma analise sensata! 
De forma irónica mas, bem real nos nossos tempos, vejam nisto!  desorientado
Tenho 5 vacas,cada uma dá 20 litros de leite por dia x 5 vacas = 100L 
...se uma delas deixar de produzir os tais 20L de leite o que faz o produtor? Retira a vaca e coloca outra no seu lugar,logo a produção volta ao normal.
Mas, pergunto eu!? Alguém se preocupou em saber porque razão a vaca deixou de produzir? Claro que não! Esta até podia estar doente ou com outro problema. Utilizou-se o processo mais simples, a sua substituição!   :Triste a chorar:
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por ELDORADO em Qui 19 Jan 2017, 11:01

Atitudes de m..., garotisse e falta de camaradagem. Quando a escala corre mal, adoecem. Há uns anitos atrás, este tipo de "doenças" tinham solução, cumprias a convalescença no posto durante a hora de expediente.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por MiguelBarrancos em Qui 19 Jan 2017, 13:00

ELDORADO escreveu:Atitudes de m..., garotisse e falta de camaradagem. Quando a escala corre mal, adoecem. Há uns anitos atrás, este tipo de "doenças" tinham solução, cumprias a convalescença no posto durante a hora de expediente.
Mas que falta de camaradagem, qual garotice, não falem sem saber! 
Vamos é voltar ao antigamente e vamos de baixa doentes para o Posto, assim é que é! 
Ainda vão havendo alguns com coragem, poucos... 
Não querem baixa tratem-nos como humanos e de igual forma ou pelo menos parecido aos administrativos.
Ainda ontem fiquei a saber que só vou poder gozar 7 dias na época alta/verao (Junho) ! Uns gozam 9, outros 10, eu 7, porque não posso gozar férias no são João. 
Mas querem o quê? Milagres?
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por dive em Qui 19 Jan 2017, 14:29

Algo tem que mudar na admissão e permanência na GNR. Pelos vistos o lema agora é olho aberto lá fora e cá dentro.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por COELHO.X em Qui 19 Jan 2017, 14:37

A Guarda precisa de rever determinadas situações, uma delas, é tratar os seus Homens como...HOMENS!
E não como meros numeros para uma pseudo escala, que não é nada mais nada menos do que uma folha de papel.
 Creio que estamos a caminhar a passos largos para o abismo, se nao for feito nada em contrario. 
As tropas andam muito desanimadas, o tratamento que sao dados aos militares nos dias de hoje, sao quase os mesmos de  a 20 anos e nisso a instituição falha, pois tem de se adaptar aos novos dias a uma nova realidade a fim de se modernizar.
Espero sinceramente que isto um dia de a volta, senão........
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por jose alho em Qui 19 Jan 2017, 20:04

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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por jose alho em Qui 19 Jan 2017, 20:06

Militar do posto da GNR de Aljustrel apontou arma a um superior. Detido e acusado de insubordinação, foi transferido de local, mas meteu baixa médica. O guarda principal João Gamito está a ser alvo de um processo disciplinar interno.
O gozo de dois dias de folga não autorizados pelo comandante do Destacamento da GNR de Aljustrel, terão sido o “rastilho” que levaram na sexta-feira, o guarda João Gamito, 35 anos, a entrar no posto, munido da arma de serviço, que apontou a um furriel.
João Gamito, foi desarmado e detido por um colega, tendo o caso sido participado ao DIAP de Lisboa, que baixou o processo a inquérito. “O militar foi detido por insubordinação, transferido para outro posto e encontra-se de baixa”, justificou o Capitão Ribeiro, porta-voz do Comando de Beja.
José Alho, presidente da ASPIG, “condena” a atitude do militar, num local “preocupante” e fala de um destacamento onde “é necessária uma distribuição equitativa dos gratificados dos explosivos”, remata.
Na origem do caso terá estado o facto do militar e a sua companheira, Susana Pica, também guarda no mesmo posto, não terem beneficiado de dois dias de folga compensatória, já que meteram baixa médica entre 28 e 30 de dezembro.
A apreensão de uma caixa, com 360 ovos, sem elaboração de expediente, que depois desapareceram, a que se juntou uma carta anónima enviada ao Comando Geral, terão começado a marcar uma relação conturbada dentro da subunidade.
O guarda João Gamito, foi transferido para o posto de Ourique, mas entrou de imediato com uma baixa médica, enquanto a companheira contínua em Aljustrel.
Natural de Alvalade do Sado, João Gamito, é divorciado, tem três filhos e há cerca de três anos que é jogador da equipa do Negrilhos Futebol Clube, que disputa o Campeonato Distrital da 2ª Divisão-Série A da Associação de Futebol de Beja.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por trecarrico em Sex 20 Jan 2017, 18:23

Efetivamente a guarda tem muitos problemas, aliás sempre os teve e sempre os terá enquanto todos pensarem que tem mais direitos do que deveres, e refiro-me não só a classe de praças mas também ás de sargentos e oficiais.
Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Quinas em Sex 20 Jan 2017, 18:30

trecarrico escreveu:Efetivamente a guarda tem muitos problemas, aliás sempre os teve e sempre os terá enquanto todos pensarem que tem mais direitos do que deveres, e refiro-me não só a classe de praças mas também ás de sargentos e oficiais.
Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...

tudo dito, não mudava uma virgula do que aqui foi detido por este camarada!

mt bem
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por CARI2013 em Sab 21 Jan 2017, 00:20

“A ética é um conjunto de princípios internamente estabelecidos designados a governar a forma com a qual uma disciplina é praticada pelos seus membros. Um código de ética vai além da mente e do corpo de uma disciplina (i.e., o seu conhecimento base e técnicas) e tenta fornecer uma consciência para a disciplina e para quem a exerce ao focar-se no princípio subjacente a essa mesma disciplina. Especifica certas acções que são aceitáveis ou não aceitáveis na prática de uma disciplina. Mas um código de ética não poderá cobrir todas as situações que se levantam à medida que uma disciplina expande e tenta encontrar as necessidades em mudança de um tipo de serviço entre as pessoas na sociedade. Por esta razão, a competência de uma disciplina em manter a sua integridade à medida que se expande para servir novos grupos de pessoas assenta, em grande escala, na consciência individual de quem a exerce.” ([1986] apud Blackwell et al, 1994, pg.2).
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por JNSilva em Sab 21 Jan 2017, 00:26

Quinas escreveu:
trecarrico escreveu:Efetivamente a guarda tem muitos problemas, aliás sempre os teve e sempre os terá enquanto todos pensarem que tem mais direitos do que deveres, e refiro-me não só a classe de praças mas também ás de sargentos e oficiais.
Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...

tudo dito, não mudava uma virgula do que aqui foi detido por este camarada!

mt bem 
Tem todo o meu apoio. E mais digo...a Guarda tem aquilo que semeia. 
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Croco em Sab 21 Jan 2017, 12:00

trecarrico escreveu:Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por joao miguel silva em Dom 22 Jan 2017, 21:35

trecarrico escreveu:Efetivamente a guarda tem muitos problemas, aliás sempre os teve e sempre os terá enquanto todos pensarem que tem mais direitos do que deveres, e refiro-me não só a classe de praças mas também ás de sargentos e oficiais.
Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...
essa é a grande verdade.
qualquer comandante que premeie um bom profissional, é logo alvo de "chibadela" para a comunicação social e apelidado de injusto..
Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por dive em Dom 22 Jan 2017, 23:02

joao miguel silva escreveu:

Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por El Sargento em Seg 23 Jan 2017, 18:00

dive escreveu:
joao miguel silva escreveu:

Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.

Finalmente leio aqui comentários realistas. Infelizmente continuaremos a ter quem só cá ande pelo dia 21. Um cabide na rua com uma farda policiava melhor as ruas. Ou melhor as viaturas colocadas em locais específicos mete mais respeito (receio) que certos guardas . . .
Não podemos só exigir quando não se faz o mínimo dos mínimos!!! Haja profissionalismo. Haja sentido de missão.
Como cmdt pt só tenho a agradecer, apesar de não conhecer, aos camaradas que de facto veem essas situações no nosso efetivo.
A eles um grande abraço e se um dia nos cruzarmos no serviço podem contar comigo.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por Guarda que anda à linha em Seg 23 Jan 2017, 19:15

dive escreveu:
joao miguel silva escreveu:

Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.

Pois! E a seguir queria ver em que ponto é que ficava a isenção dos contratados, quando confrontados com uma tomada de decisão de deter ou autuar um infrator/criminoso "próximo/conhecido" de um dos juízes avaliadores (ou seja, tocar nos pseudo isentos e senhores que todos bem conhecemos), e se na altura de dar o passo em frente, da detenção/autuação, não iriam pensar duas vezes na renovação do contrato e, assim, ficarem postos em causa o dever de isenção e de zelo a que todos estão sujeitos e obrigados.

Ou então, sempre gostaria (Deus queira que nunca tenhamos esse prazer) de ver a atitude dos contratados perante uma calamidade, estado de sitio ou outra desgraça qualquer, como por esse mundo fora todos os dias ocorrem e acontecem, se iam ficar cá a dar o peito às balas como seria a sua obrigação (que é a de hoje enquanto não contratados) ou se se teriam a marimbar para o contrato e fugiriam da situação a sete pés como muitos outros que não estão sujeitos e não têm este tipo de responsabilidades fazem e fariam.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por dive em Seg 23 Jan 2017, 21:02

Guarda que anda à linha escreveu:
dive escreveu:
joao miguel silva escreveu:

Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.

Pois! E a seguir queria ver em que ponto é que ficava a isenção dos contratados, quando confrontados com uma tomada de decisão de deter ou autuar um infrator/criminoso "próximo/conhecido" de um dos juízes avaliadores (ou seja, tocar nos pseudo isentos e senhores que todos bem conhecemos), e se na altura de dar o passo em frente, da detenção/autuação, não iriam pensar duas vezes na renovação do contrato e, assim, ficarem postos em causa o dever de isenção e de zelo a que todos estão sujeitos e obrigados.

Ou então, sempre gostaria (Deus queira que nunca tenhamos esse prazer) de ver a atitude dos contratados perante uma calamidade, estado de sitio ou outra desgraça qualquer, como por esse mundo fora todos os dias ocorrem e acontecem, se iam ficar cá a dar o peito às balas como seria a sua obrigação (que é a de hoje enquanto não contratados) ou se se teriam a marimbar para o contrato e fugiriam da situação a sete pés como muitos outros que não estão sujeitos e não têm este tipo de responsabilidades fazem e fariam.
E com as devidas adaptações não é isso que acontece hoje em dia? O que não falta por ai é pessoal a assobiar para o lado e à espera da hora de saída.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por joao miguel silva em Seg 23 Jan 2017, 23:50

Guarda que anda à linha escreveu:
dive escreveu:
joao miguel silva escreveu:

Na GNR, bem como nas outras instituições não devia haver ninguém no quadro. Era tudo a contrato, com renovações de 5 em 5 anos, em que os "mínimos" deviam ser compridos, claro está com juiz avaliador composto por vários elementos de vários quadrantes e serviços, para haver justiça.

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.

Pois! E a seguir queria ver em que ponto é que ficava a isenção dos contratados, quando confrontados com uma tomada de decisão de deter ou autuar um infrator/criminoso "próximo/conhecido" de um dos juízes avaliadores (ou seja, tocar nos pseudo isentos e senhores que todos bem conhecemos), e se na altura de dar o passo em frente, da detenção/autuação, não iriam pensar duas vezes na renovação do contrato e, assim, ficarem postos em causa o dever de isenção e de zelo a que todos estão sujeitos e obrigados.

Ou então, sempre gostaria (Deus queira que nunca tenhamos esse prazer) de ver a atitude dos contratados perante uma calamidade, estado de sitio ou outra desgraça qualquer, como por esse mundo fora todos os dias ocorrem e acontecem, se iam ficar cá a dar o peito às balas como seria a sua obrigação (que é a de hoje enquanto não contratados) ou se se teriam a marimbar para o contrato e fugiriam da situação a sete pés como muitos outros que não estão sujeitos e não têm este tipo de responsabilidades fazem e fariam.
Eu frisei bem, um júri multifacetado e com direito ao contraditório, ponto por ponto.
Não percebo o vosso receio por isto, ou melhor percebo.
Eu não viro costas á luta e tenho problemas com camaradas, com a população, com a família e por ai fora. O Parasita Passeador, não tem problemas com ninguém, a não ser com o Cmdt a exigir todos os direitos que tem direito e chega ao dia 21, recebe exatamente o mesmo de quem minimamente cumpre com a sua missão.
Realmente está aqui uma situação justa e digna.
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por RGOMendes em Ter 24 Jan 2017, 08:32

trecarrico escreveu:Efetivamente a guarda tem muitos problemas, aliás sempre os teve e sempre os terá enquanto todos pensarem que tem mais direitos do que deveres, e refiro-me não só a classe de praças mas também ás de sargentos e oficiais.
Se todos fizessem aquilo para que são pagos, ou seja, para serem profissionais, episódios tristes destes não se passavam tão regularmente.
Não me refiro somente ao facto do camarada ter apontado a arma a um superior hierárquico, mas sim ao facto de toda a gente olhar só para si própria sem se preocupar com os outros que os rodeiam. Primeiro eu, a seguir eu e por ultimo eu... é a mentalidade de muitos, porque os outros andam cá para trabalhar por eles. Sabe muito bem receber o ordenado ao fim do mês sem preocupações e sem remorsos de ter feito o serviço como deve ser e ter  multado ou detido um amigo, conhecido, etc... é melhor parecer bem aos outros do que fazer aquilo que lhe é devido.
Se cada um fizer aquilo que lhe é devido, não sobrecarrega os demais camaradas que tem que fazer os serviços dos outros só para estes fazerem boa figura.
Por isso cada vez mais defendo que se dever premiar quem trabalha em detrimento dos que nada fazem (o que pode ter sido o caso aqui relatado).
Muitas vezes digo em voz alta que há militares que recebem o dobro ou o triplo daquilo que merecem. alguns deviam era de pagar para cá andar...
Ora nem mais Fixe  infelizmente esta é a triste realidade...
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Em Curso Re: Militar aponta arma à cabeça de superior

Mensagem por toinojaquim em Qua 25 Jan 2017, 11:27

dive escreveu:
Guarda que anda à linha escreveu:
dive escreveu:

Completamente de acordo.
Anda por aqui muito Camarada que de Guarda só o BI. Conhecimentos mínimos do serviço que desempenham é ZERO.

Pois! E a seguir queria ver em que ponto é que ficava a isenção dos contratados, quando confrontados com uma tomada de decisão de deter ou autuar um infrator/criminoso "próximo/conhecido" de um dos juízes avaliadores (ou seja, tocar nos pseudo isentos e senhores que todos bem conhecemos), e se na altura de dar o passo em frente, da detenção/autuação, não iriam pensar duas vezes na renovação do contrato e, assim, ficarem postos em causa o dever de isenção e de zelo a que todos estão sujeitos e obrigados.

Ou então, sempre gostaria (Deus queira que nunca tenhamos esse prazer) de ver a atitude dos contratados perante uma calamidade, estado de sitio ou outra desgraça qualquer, como por esse mundo fora todos os dias ocorrem e acontecem, se iam ficar cá a dar o peito às balas como seria a sua obrigação (que é a de hoje enquanto não contratados) ou se se teriam a marimbar para o contrato e fugiriam da situação a sete pés como muitos outros que não estão sujeitos e não têm este tipo de responsabilidades fazem e fariam.
E com as devidas adaptações não é isso que acontece hoje em dia? O que não falta por ai é pessoal a assobiar para o lado e à espera da hora de saída.
Sabe à quanto tempo andam os governos a assobiar para o lado em relação a nós???? Agora é a minha vez....
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