Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

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Em Curso Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por dragao em Qui 11 Ago 2016, 13:54

Para os oficiais das Forças Armadas, a centralização dos meios aéreos de combate aos fogos na Força Aérea tem "custos reduzidos para o erário público". Coronel João Marquito diz que MAI optou por "manter o Estado das coisas"
Os oficias das Forças Armadas estão contra o facto de a Força Área Portuguesa não concentrar os meios aéreos do Estado para o combate aos fogos e emergência médica, considerando que tal decisão prejudica as contas do erário público. A posição foi assumida pelo vogal do Conselho Nacional da Associação Nacional das Forças Armadas, o coronel João Marquito, numa publicação na página oficial da AOFA na rede social Facebook.

Na missiva, é estabelecida uma comparação entre a gestão do final do século passado e os momentos actuais, considerando a organização que as mudanças não colocaram ponto final nos problemas dos fogos. "Parece impossível... No final do século passado, enquanto o combate aos incêndios florestais foi uma "missão", a Força Aérea Portuguesa operava os meios aéreos em Portugal, mas quando esse combate passou a ser um "negócio" arrumaram-se os C-130, os kit MAFFS para os equiparem ficaram a apodrecer, os bombeiros exaustos, os meios de substituição não aparecem e....o flagelo continua", escreveu o coronel.


Para os oficiais das Forças Armadas, a centralização dos meios aéreos na Força Aérea tem "custos reduzidos para o erário público", além de permitir uma "poupança em termos de manutenção, dado o background existente, e uma logística dos meios incomensuravelmente mais rápida e operacional".

João Marquito recordou ainda as notícias divulgadas no passado mês de Junho, altura em que o Jornal de Notícias revelou que o Ministério da Administração Interna tinha chumbado a concentração na FA de meios aéreos do Estado para o combate aos fogos e emergência média. O coronel acusou o MAI de ter optado por "manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu 'interesse' e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do País".

Esta quarta-feira, a TVI revelou ter tido acesso ao relatório que defende uma maior intervenção da FAP no combate aos fogos e que conclui que o País precisa de 10 helicópteros ligeiros monomotores, seis helicópteros bimotores e duas aeronaves anfíbias. Segundo a estação televisiva, o Governo de António Costa não avançou com o relatório elaborado a pedido do Executivo de Passos Coelhos, que também falava na adequação de mais meios aéreos de combate às chamas na Madeira.

Fonte oficial do MAI disse à TVI que "não "chumbou", total ou parcialmente, o modelo proposto nesse relatório. A mesma fonte não esclareceu o que fez o Executivo ao relatório ou se o considerou útil.

In: sábado.pt
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por dragao em Qui 11 Ago 2016, 13:58

De facto até o cidadão mais distraído pode chegar facilmente à conclusão que vivemos num estado da "verga".
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por toinojaquim em Qui 11 Ago 2016, 14:12

O nosso Portugal não evolui à 500 anos!
 Na idade média existia o "Clero" e a "Nobreza" o resto da população trabalhava dia e noite em troca de um bocado de pão para a família, para estas duas classes serem riquíssimas! 
Estamos em 2016 e continua tudo igual! A única diferença é que "nobreza" agora chama-se "classe politica" porque continuam a viver como Reis enquanto o resto da população trabalha dia e noite por um bocado de pão!
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 11 Ago 2016, 14:32

"Para os oficiais das Forças Armadas, a centralização dos meios aéreos de combate aos fogos na Força Aérea tem "custos reduzidos para o erário público". Coronel João Marquito diz que MAI optou por "manter o Estado das coisas"

Concordo totalmente com esta posição dos oficiais das FAs. Mas, e depois o que é que acontece aos lobis do eucalipto, da madeira queimada, do quanto mais se demorar a apagar fogos mais se recebe, dos helicópteros, dos aviões, das audiências das TVs em que não  olham a meios para atingir os fins, ao ponto de gostarem de filmar as desgraças dos outros em direto, onde até chegam a estorvar as próprias pessoas que estão a lutar desesperadamente pelos seus bens, etc. etc.?


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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por GIA2050 em Qui 11 Ago 2016, 14:49

Mais uns a aproveitar-se da calamidade dos incêndios florestais.
Mas porquê que estes senhores não falam a verdade, que a protecção civil tem de pagar a peso de ouro os serviços prestados pelas FA?
Um Comandante Distrital disse-me que nunca mais requisita máquinas de rasto ao exército porque lhe apresentaram uma conta de 60 mil euros.
A Força Aérea vê uma boa forma de aumentar o seu orçamento.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Overlord em Qui 11 Ago 2016, 18:59

GIA2050 escreveu:Mais uns a aproveitar-se da calamidade dos incêndios florestais.
Mas porquê que estes senhores não falam a verdade, que a protecção civil tem de pagar a peso de ouro os serviços prestados pelas FA?
Um Comandante Distrital disse-me que nunca mais requisita máquinas de rasto ao exército porque lhe apresentaram uma conta de 60 mil euros.
A Força Aérea vê uma boa forma de aumentar o seu orçamento.

De facto até pode ser mas portugal aluga os meios aereo e outros paises possuem meios aereos proprios ou então diga-me la se nao dessem lucro não haveria tanta empresa a estalar os dedos para que começe a epoca de incendios em portugal?

E o Exercito a passar uma factura a protecção civil não ha-de ser bem assim ja que assim seria o estado a pagar ao estado.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Hugo em Qui 11 Ago 2016, 19:46

ipiranga escreveu:
GIA2050 escreveu:Mais uns a aproveitar-se da calamidade dos incêndios florestais.
Mas porquê que estes senhores não falam a verdade, que a protecção civil tem de pagar a peso de ouro os serviços prestados pelas FA?
Um Comandante Distrital disse-me que nunca mais requisita máquinas de rasto ao exército porque lhe apresentaram uma conta de 60 mil euros.
A Força Aérea vê uma boa forma de aumentar o seu orçamento.

De facto até pode ser mas portugal aluga os meios aereo e outros paises possuem meios aereos proprios ou então diga-me la se nao dessem lucro não haveria tanta empresa a estalar os dedos para que começe a epoca de incendios em portugal?

E o Exercito a passar uma factura a protecção civil não ha-de ser bem assim ja que assim seria o estado a pagar ao estado.
A Guarda também cobra serviços prestados a outras entidades do Estado.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por joao carlos rua em Qui 11 Ago 2016, 21:05

Até nas carreiras de tiro. A peso de ouro.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Qui 11 Ago 2016, 22:03

http://www.jn.pt/nacional/interior/oficiais-das-forcas-armadas-criticam-negocio-aereo-do-combate-aos-fogos-5333646.html
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por GIA2050 em Qui 11 Ago 2016, 22:06

Os outros países também contratam a empresas privadas, aqui ao lado, em Espanha tem uma empresa Portuguesa a trabalhar nos incêndios com helicópteros ligeiros.
Um país como Portugal, não tem capacidade financeira para adquirir meios aéreos suficientes para uma época de incêndios, porque não é só comprar, é necessário ter pilotos e uma estrutura muita pesada de manutenção. O exemplo da EMA é um ponto de partida de como funciona mal a gestão de meios por parte do estado, a GNR ou qualquer outra entidade cada vez que precisava de um meio da EMA, meio do estado, pagava por hora de voo.
Garanto-lhe que as FA passam a fatura à protecção civil, nos tempos em que os C130 fizeram combate pagavam tudo, basta ler um post no facebook de um ex comandante nacional da protecção civil, até a água pagavam imagine-se.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Hugo em Qui 11 Ago 2016, 22:30

joao carlos rua escreveu:Até nas carreiras de tiro. A peso de ouro.
Não concordo, em comparação pelos preços pedidos à Guarda por empresas privadas que exploram carreiras de tiro, fica mais caro. Pelo menos aqui para o Norte.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Overlord em Qui 11 Ago 2016, 22:43

GIA2050 escreveu:Os outros países também contratam a empresas privadas, aqui ao lado, em Espanha tem uma empresa Portuguesa a trabalhar nos incêndios com helicópteros ligeiros.
Um país como Portugal, não tem capacidade financeira para adquirir meios aéreos suficientes para uma época de incêndios, porque não é só comprar, é necessário ter pilotos e uma estrutura muita pesada de manutenção. O exemplo da EMA é um ponto de partida de como funciona mal a gestão de meios por parte do estado, a GNR ou qualquer outra entidade cada vez que precisava de um meio da EMA, meio do estado, pagava por hora de voo.
Garanto-lhe que as FA passam a fatura à protecção civil, nos tempos em que os C130 fizeram combate pagavam tudo, basta ler um post no facebook de um ex comandante nacional da protecção civil, até a água pagavam imagine-se.


pois mas uma coisa é alugar meia duzia de helicopetoros para complementar uma força ja existente outra é alugar toda a frota de combate a incendios. È que por exemplo os canadair cl415 fazem missoes SAR e tem grande autonomia ja podia servirem para patrulhar e fazer missoes SAR na nossa extensa area maritima, os helicopteros no inverno para controlo de trafego e combate a trafico de ilicitos na costa portuguesa. Enfim ha imensas funções que podem servir mas não preferimos pagar milhoes a estrangeiros para operarem ca.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por GIA2050 em Qui 11 Ago 2016, 22:50

Não se pode ter um meio aéreo configurado para fazer mil e uma coisa, os kamov também estão configurados para SAR e MEDVAC, radar meteo, depois com estes equipamentos todos torna-se muito pesado e não leva nem de perto a capacidade de água que poderia levar, nem tem a autonomia que deveria de ter.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por msm em Qui 11 Ago 2016, 22:55

Sempre ouvi dizer que os hospitais militares cobraram mais aos SAD/PSP e GNR do que a generalidade dos hospitais privados. Verdade ou nao, nao sei, mas começo a acreditar no sim.

O que eles querem é ir ao pote, mais uma fonte de financiamento.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por carlos morais em Qui 11 Ago 2016, 23:04

GIA2050 escreveu:Mais uns a aproveitar-se da calamidade dos incêndios florestais.
Mas porquê que estes senhores não falam a verdade, que a protecção civil tem de pagar a peso de ouro os serviços prestados pelas FA?
Um Comandante Distrital disse-me que nunca mais requisita máquinas de rasto ao exército porque lhe apresentaram uma conta de 60 mil euros.
A Força Aérea vê uma boa forma de aumentar o seu orçamento.
Depende do contesto,da utilização da maquina de rastos,se calhar andou  a efectuar o serviço mais de uma semana.Um avião gasta do erário publico (nós os pagantes) 45.000€ por hora esteja a trabalhar ou parado,ou avariado.E mais não digo.

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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por GIA2050 em Qui 11 Ago 2016, 23:12

60 mil euros é quanto paga uma Câmara Municipal no distrito de Bragança por 100h de trabalho, os 60 mil euros foram pela utilização num incêndio.
Os meios aéreos são contratados num pacote de horas, quando se encontram inoperacionais são penalizados, agora se pagam essas penalizações é outra questão.
O grande mal é que em Portugal nada é sério, qualquer concurso público é inquinado para uma determinada empresa, mas isso é nos meios aéreos, como nas obras públicas, como qualquer outro sector.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 12 Ago 2016, 22:08

http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-pode-reassumir-combate-e-poupar-dinheiro-5335961.html

"uma hora de voo de um avião 'Kamov' no combate aos incêndios custa cerca de 35 mil euros."
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Overlord em Sab 13 Ago 2016, 00:14

Guarda que anda à linha escreveu:
http://www.dn.pt/portugal/interior/forca-aerea-pode-reassumir-combate-e-poupar-dinheiro-5335961.html
"uma hora de voo de um avião 'Kamov' no combate aos incêndios custa cerca de 35 mil euros."


Custa isso tudo porque se anda a pagar a peso de ouro pelos mecanicos que são contratados... Hoje um oficial da FAP disse que em media todos os anos entre prejuizos e gasto se pagam mil milhoes de euros por anos a empresas privadas, agora digam-me la quantos aviões e helicopetors da para comprar com esse dinheiro??? e prevenção??? o fogo interessa a muia gente e principalmente aos privados que fazem disto um negocio... e se nao fosse assim não eram geridas muitas dessas empresas por ex-secretarios de estados.

PS: para quem diz que portugal é um pais pequeno e não pode ter meios aereos proprios porque é muito dinheiro olhem para a croacia pais ainda mais pequeno que o nosso com menos PIB e menos população mas com meios aereos proprios.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por GIA2050 em Sab 13 Ago 2016, 12:12

Eu não disse que Portugal não podia ter meios aéreos, disse que não tem capacidade financeira para adquirir os 47 meios aéreos que estão no dispositivo.
Como se paga mil milhões às empresas privadas quando o orçamento do MAI para a época de incêndios foi de 70 milhões??? Muita desinformação circula por aí...
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Overlord em Sab 13 Ago 2016, 13:42

Como se paga?

Bem primeiro so esses 70 milhoes ja chegam para comprar da para com o eurocopter AS550 c3 FEnnec que tem o preço de tabela de 2.6 milhoes de dolares novo, agora imagine se comprar em quantidade. e esse é o modelo de helicoptero de ataque a incendio leve que ai anda a mais. Depois tambem tem outras utilidades como por exemplo instrução para pilotos de helicoptero EH101 da FAP(mas isso é outra historia).

è facil superar os 70 milhoes, esse é o preço calculado para determinada aerea e quantidade de horas de incendios a decorrer, pelas declarações iniciais dos governantes esses valores ja devem ter sido superados e dai se terem poupado no envio de meios aereos para Ilha da Madeira.

Mais quando se pede solidariedade europeia esses meios são pagos na mesma.

Enfim se a croacia podes nos tambem podemos temos é que deixar de dar dinheiro a ganhar em negociastas a amigos e vão ver que sobra dinheiro para muita coisa, até para aumentar ordenados.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sab 13 Ago 2016, 13:59

"Como se paga mil milhões às empresas privadas quando o orçamento do MAI para a época de incêndios foi de 70 milhões???"

Então mas esta é que o cerne da questão. O ter de se pagar (MUUUIIITTOOO) a empresas privadas!

E há mais de 20 anos atrás antes de haver estas empresas privadas, será que se pagava e gastava tanto como se paga e gasta hoje?

Será que se deixar de entregar o combate aos incêndios às empresas privadas e entregá-las à FAP, que era de onde nunca devia ter saído, o negócio dos incêndios e os milhões que tem gerado vai continuar a existir e vão continuar a haver tantos incêndios como nos últimos anos  tem havido?
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Mensagem por GIA2050 em Sab 13 Ago 2016, 16:49

Esses 70 milhões é o orçamento global, meios aéreos e tudo o resto.
A força aérea tem duas dezenas de pilotos, seriam precisos mais 40 pelo menos, para voar helicóptero ligeiro as seguradoras exigem no mínimo salvo erro 700 horas, realmente é fácil falar...

Concordo com a compra de canadair a serem operados pela FA, a Croácia tem os canadair deles na FA, bem como Marrocos e Grécia. Mas os helicópteros não é assim tão fácil como se pensa.

Já agora, falam tanto dos C130 com os tais kits, sabem quantos C130 estão operacionais? Sabiam que os C130 teriam de operar sempre a partir de uma base aérea? Que os C130 não fazem scooping? Que tem de empenhar um helicóptero para fazer o guiamento para indicar onde fazer a descarga?
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Overlord em Sab 13 Ago 2016, 17:06

GIA2050 escreveu:Esses 70 milhões é o orçamento global, meios aéreos e tudo o resto.
A força aérea tem duas dezenas de pilotos, seriam precisos mais 40 pelo menos, para voar helicóptero ligeiro as seguradoras exigem no mínimo salvo erro 700 horas, realmente é fácil falar...

Concordo com a compra de canadair a serem operados pela FA, a Croácia tem os canadair deles na FA, bem como Marrocos e Grécia. Mas os helicópteros não é assim tão fácil como se pensa.

Já agora, falam tanto dos C130 com os tais kits, sabem quantos C130 estão operacionais? Sabiam que os C130 teriam de operar sempre a partir de uma base aérea? Que os C130 não fazem scooping? Que tem de empenhar um helicóptero para fazer o guiamento para indicar onde fazer a descarga?


Não concordo com os c130 com o kit maffs, exigem muita logística. Sendo aparelhos do estado ja sabemos como funcionam os seguros, nao existem paga estado. Muitos pilotos metem ferias nesta altura para ir combater incendios pelos privados. E claro esta inicialmente o investimento é mais avultado mas penso que no espaço de 10 fica rentabilizado.
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Seg 15 Ago 2016, 14:06

http://www.cmjornal.pt/opiniao/colunistas/carlos-anjos/detalhe/20160815_0015_negocio-do-fogo
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Seg 15 Ago 2016, 18:13

https://www.noticiasaominuto.com/pais/638237/incendios-forcas-armadas-nao-podem-fazer-trabalho-da-protecao-civil

A avaliar pelo que é dito na caixa de comentários referentes a esta noticia, o povo não anda a dormir. E ainda bem!
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por Guarda que anda à linha em Dom 28 Ago 2016, 13:54

http://sol.sapo.pt/artigo/521774/forca-aerea-pode-acabar-com-negocio-dos-inc-ndios
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Em Curso Re: Oficiais contra "negócio" no combate aos incêndios

Mensagem por CARI2013 em Seg 29 Ago 2016, 23:42

Guarda que anda à linha escreveu:http://sol.sapo.pt/artigo/521774/forca-aerea-pode-acabar-com-negocio-dos-inc-ndios
Cartel de “fogo” espanhol tinha coordenador em Portugal



«O cartel, que usava informações privilegiadas para combinar preços e ganhar concursos nas actividades de combate a fogos florestais, actuou em Espanha, França, Portugal e Itália, segundo as investigações das autoridades espanholas.
O cartel de empresas que operam em actividades de combate aos fogos florestais tinha um "coordenador" em Portugal, segundo o jornal espanhol El Mundo, que teve acesso aos interrogatórios que estão a decorrer no país vizinho.
O chamado "cartel de fogo" combinava preços para concorrer e influenciar o resultado dos procedimentos e contava com uma rede de colaboradores em Espanha, França, Portugal e Itália para obter informação confidencial acerca dos concursos.
No centro do furacão está a empresa Avialsa, depois de um seu ex-trabalhador, Franciso Alandí, ter denunciado o caso às autoridades espanholas em finais de 2014. Um esquema internacional, organizado e hierarquizado que só em Espanha acumulou mais de 100 milhões de euros combinando preços.
A testemunha declarou que o empresário responsável pela Avialsa, Vicente Huerta, tinha "assalariados" que conseguiam informação confidencial em Espanha e falou mesmo em "espionagem em Itália". Em Portugal, durante anos as empresas de Huerta concorreram em consórcios. "Às vezes apresentava-se uma dessas empresas e acordavam com o resto dos empresários o aluguer de uns aviões", disse Alandí. Mais tarde, as receitas eram divididas.
O denunciante do esquema disse depois que o cartel tinha, em Portugal, um "coordenador de influência" pago por Huerta. Esse coordenador tinha uma rede de contactos com "as instituições de Portugal", para assegurar as adjudicações. Alandí falou de emails que davam conta de reuniões com operadores em Portugal "para chegar a acordos". O "coordenador de influência" é que se encarregava de manter reuniões com responsáveis por quem adjudicava estes serviços para que as ofertas estivessem próximas dos preços de licitação. E com isso tinham benefícios. O Estado português gastou 3,8 milhões de euros na adjudicação de contratos com a empresa.
Huerta também tinha colaboradores em França. A Avialsa renovou no passado mês de Junho um contrato de extinção de incêndios com a região de Hérault.
Em Itália foi constituída uma holding em que participava a empresa local Air Spea, com a qual Huerta concorria a concursos públicos, "apresentando sempre o preço mais elevado", segundo o denunciante. A empresa italiana tinha reuniões com a Protecção Civil do país.
Em Espanha, há oito comunidades autónomas implicadas: Valenciana, Baleares, Castela e Leão, Castela-Mancha, Galiza, Canárias, Catalunha e Aragão. Além da Avialsa estão implicadas a Faasa Aviación, Cegisa, Santiago Cid Grupo Inaer, T.A. Extremeños, Santiago Cid e Trabajos Aéreos Espejo.»
FONTE: NEGÓCIOS | jng@negocios.pt | 29 Agosto 2016, 16:04
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