Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

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Em Curso Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

Mensagem por joao carlos rua em Sex 08 Jul 2016, 17:03

Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço, em Lisboa, junto ao Ministério da Administração Interna (MAI), para demonstrarem o «desagrado e descontentamento» sobre a forma como têm sido tratados.

Em causa estão os cortes nas pensões e de direiros, além da não aprovação do estatuto profissional da GNR, prometido desde o anterior Governo PSD/CDS, disse à agência Lusa um militar presente no protesto.
O passeio, que não foi organizado pelas associações socioprofissionais, foi realizado durante a hora do almoço e convocado através de mensagens de telemóvel e passagem de informação.
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Em Curso Re: Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

Mensagem por PINTAROLAS em Sex 08 Jul 2016, 19:09

Algum sabe o nº de elementos que estiveram presentes ???

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Em Curso Re: Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

Mensagem por joao carlos rua em Sex 08 Jul 2016, 19:50

Ainda não sei. mas se continuam a tratar-nos abaixo de cão, decerto que serão mais nas próximas iniciativas.
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Em Curso Re: Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

Mensagem por Guarda que anda à linha em Sex 08 Jul 2016, 22:19

Muito bem, parabéns a todos pela iniciativa.
 
Parabéns a todas as associações, que estiveram juntas na iniciativa.
 
De uma vez por todas e agora mais que nunca, o tempo deve ser de união e não de desunião. O que tem de ser defendido são as condições de todos os militares e não só as de alguns.
 
Neste caso concreto, das reformas, têm de ser defendidas as reformas dos militares reformados, dos que estão na reserva e dos que estão no ativo, independentemente do ano em que se irão reformar.
 
Para quem não sabe, ou pelo menos ainda não se apercebeu. O governo do tempo da Troika (que em determinada altura disse que aquele programa, o da Troika, era o seu programa e que até disse querer ir mais além da Troika). Além do DL 214-F/2015 de 02 de outubro, que não tinha sido necessário fazer. Uma vez que a legislação que vinha regular já estava devidamente regulada nos Artº 85º e 285º do EMGNR. E que pelo contrário, veio agora colocar dúvidas a alguns, na sua aplicação para os militares por ele abrangidos, que vão completar 36 anos de serviço militar depois do dia 31 de dezembro de 2016. Além desta armadilha que, para que as coisas tivessem andado bastaria terem dado ordem nesse sentido à CGA, em vez de terem feito este DL no fim da legislatura, também cá deixaram outra.
 
E a outra armadilha foi a lei 11/2014 de 06 de março, que veio por fim às percentagens por tempo de serviço. Percentagens que os militares da Guarda vão ter de pagar sempre. Percentagens que não são nenhum bónus ou regalia, simplesmente são uma forma de gestão destas instituições militares e policiais, para permitir que estes profissionais deixem as funções relativamente cedo, porque em velhos já não têm capacidades físicas e psicológicas para as desempenhar.
 
Nos outros países civilizados também é assim, os policias e os militares deixam as funções mais cedo que os restantes trabalhadores precisamente devido às funções que desempenham. Aparentemente, cá, os nossos governantes chegaram à conclusão que somos heróis e que somos mais fortes e resistentes que os outros.
 
Há pessoas com responsabilidades de gestão/governativas, que defendem o fim da reserva (situação onde apesar de tudo os militares continuam a fazer descontos) e ou no mínimo, defendem menos proteção social aos militares que se encontram nessa situação.
 
Com o fim das percentagens, um indivíduo que ingresse na GNR com 24 anos de idade já não vai poder passar à reserva aos 55 anos de idade porque não terá 36 anos de serviço. Aos 60 anos, idade de passar à reforma, não terá os 40 de serviço/descontos exigidos pela CGA. E das duas uma, vai ter de ser guarda mais 4 anos e só sairá de cá aos 64, ou vai para a reforma aos 60 com menos anos do que os que são exigidos e será penalizado por isso.
 
Isto é inconcebível e inadmissível, e a prazo irá tornar a instituição insustentável com o envelhecimento do efetivo.
 
E em relação à armadilha que esta lei 11/2014 veio provocar, não foi só o fim das percentagens. Foi, também, cortar mais 10% nas reformas dos militares da Guarda que se vão reformar um dia, abrangidos pela fórmula de cálculo dos P1 e P2.
 
“À partida”, os militares que tinham 20 anos de TSM em 31DEC05, não vão ser abrangidos por esta fórmula. Mas sim, mais ou menos, os militares alistados a partir de 1990/91.
 
Os alistados a partir dessa data, que irão ter uma reforma calculada sobre os dois P, em que o P1 são os anos de serviço (com as percentagens) prestados até 31DEC05. E o P2 são os anos de serviço (com as percentagens) prestados depois dessa data, até ao dia em que se reformem.
 
E o P1, até ao dia 05 de março de 2014 estava calculado em 90% do vencimento vigente em 31DEC05, e depois da entrada em vigor desta lei, passou a ser de 80%. Infelizmente, há muitos camaradas, dos que vão ficar fora do regime transitório, que ainda não se aperceberam desta situação e pensam que os anos de serviço calculados sobre a fórmula do P1 ainda lhes serão calculados a 90%.
 
Aos militares alistados depois de 31DEC05, já nem nesta fórmula de cálculo irão ser abrangidos, e há quem refira e anteveja já, que estes militares irão ter um dia reformas de 40 ou 50% sobre o último vencimento.
 
Meus Senhores, a AOFA defende e está a lutar para que os militares das FA, pelo menos para todos aqueles que vão ficar fora do regime transitório de passagem à reserva e reforma (que é idêntico ao nosso) quando se reformarem, tenham direito a pelo menos 80% do ultimo vencimento. E os nossos superiores, o que é que estão a defender para todos os nossos militares?
 
Infelizmente, verifico que há muito pouca informação sobre estas matérias. Salvo melhor opinião, deveríamos e temos de ser mais exigentes sobre elas. Deveríamos exigir ao Cmdt de Posto ou Cmdt de DT, nas sessões de instrução, que estas questões e matérias fossem discutidas, e caso eles não as soubessem explicar, que diligenciassem para que os elementos dos recursos financeiros o viessem fazer.
 
Lembrem-se de uma coisa, as nossas vidas não vão ser só o tempo do serviço efetivo. E era bom que alguém olhasse pelos tempos difíceis que iremos viver para além desse tempo. Tempo que teremos o direito de viver com a máxima dignidade possível, depois de termos dado uma vida inteira de sacrifícios em prol dos outros.
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Em Curso Re: Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço

Mensagem por Overlord em Sab 09 Jul 2016, 00:10

joao carlos rua escreveu:

Militares da GNR, fardados e à civil, realizaram hoje um passeio no Terreiro do Paço, em Lisboa, junto ao Ministério da Administração Interna (MAI), para demonstrarem o «desagrado e descontentamento» sobre a forma como têm sido tratados.



Em causa estão os cortes nas pensões e de direiros, além da não aprovação do estatuto profissional da GNR, prometido desde o anterior Governo PSD/CDS, disse à agência Lusa um militar presente no protesto.
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Mensagem por CARI2013 em Sab 09 Jul 2016, 11:40

O dia mais longo de Dias Loureiro 


Passavam poucos minutos das cinco da manhã quando o telefone tocou. Do outro lado, um comandante da GNR avisava que a Ponte 25 de Abril estava bloqueada. Centenas de cidadãos barricaram-se em protesto pelo aumento das portagens. Dias Loureiro, na altura Ministro da Administração Interna, começava assim o dia mais longo da sua vida profissional. «Foram momentos dramáticos. É complicado tomar a decisão de avançar com a força, nunca se sabe o que vai acontecer. Foi, sem sombra de dúvida, o dia mais difícil da minha carreira» assegura o homem que, há 12 anos, enfrentou o bloqueio da ponte. E que hoje, garante, «faria tudo igual».
O então ministro de Cavaco Silva passou grande parte desse dia 21 de Junho de 1994 «sozinho». Entrou no gabinete às seis da manhã e ordenou que se mobilizasse um camião grua, o único meio capaz de retirar os camiões da ponte. «Mas a grua estava em Tancos e era impossível chegar antes das 15 horas». Entretanto, as filas de trânsito atingiam dimensões históricas, milhares de pessoas estavam impedidas de chegar ou sair da capital. E o primeiro-ministro estava fora do país. «Convidei outro ministro(*) para me acompanhar numa visita ao local, mas ele não aceitou», lembra Dias Loureiro, que aterrou no largo das portagens por volta das 10 horas. «Deixei claro que o Governo não ia conversar, queriamos a ponte desimpedida». Mas ninguém arredou pé. O ministro voltou para o ministério. «Foi a fase mais complicada do dia. Proibi que me dessem notícias para que o ruído não interferisse na minha decisão». Antes de avançar, falou com o Presidente da República, mas Mário Soares defendeu o direito à indignação. «A sua posição isolou-me», diz. 
Acabaram por sair a mal. «Por volta das três da tarde, actuámos mesmo e as coisas compuseram-se», é como Dias Loureiro resume os confrontos entre manifestantes e polícia. No final, um rapaz ficou paraplégico, mas «as coisas podiam ter sido mais graves». Quando chegou a casa, Dias Loureiro tomou um banho e deitou-se, «com a sensação de que tinha feito aquilo que devia fazer», remata.

(*) Ferreira do Amaral

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Mensagem por Lynx em Sab 09 Jul 2016, 22:18

Com esse pseudo em gnr que publicaram ontem aqui no fórum bem podem organizar algo em grande........
Talvez a repetição do dia mais longo do dias loureiro
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Mensagem por иuησ em Seg 11 Jul 2016, 19:01



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