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Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
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Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
As prisões portuguesas estão à beira da sobrelotação, tendo, no final do primeiro trimestre deste ano, albergado um total de 11.808 reclusos, que ocupavam 99,1 por cento dos lugares disponíveis, a que acrescem 153 detidos em unidades psiquiátricas fora do sistema.
Os números são da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) e mostram que a situação mais preocupante se vive nos estabelecimentos prisionais regionais, com a grande maioria a exceder a sua capacidade.
No global, a taxa de ocupação destas 27 cadeias é de 122 por cento, mas há estabelecimentos, como o de Viseu, onde, no final do ano passado, estavam quase o dobro dos presos permitidos pela lotação.
Nos estabelecimentos prisionais centrais, é em Lisboa e no Porto que se vivem as situações de sobrelotação mais problemáticas. No final do ano passado, estavam na cadeia de Custóias mais 210 reclusos do que os 686 previstos na lotação e, em Lisboa, a ocupação ultrapassa em 25 por cento os lugares disponíveis. Bem melhor estão os quatro estabelecimentos especiais, incluindo o hospital prisional, em Oeiras, onde a taxa de ocupação média está abaixo dos 60 por cento.
Na última década a população prisional cresceu até 2003, ano em que estavam detidas quase 14 mil pessoas. A partir daí o número de reclusos começou a diminuir, até 2008, altura em que se atingiu o número mais baixo da década, com cerca de 10.800 pessoas nas cadeias portuguesas. Em 2009 a população prisional começou a crescer, o que se tem mantido até agora.
Contactada pelo PÚBLICO, a DGSP sublinha que a taxa de ocupação inclui "os condenados em penas de prisão por dias livres que só ocupam as celas aos fins-de-semana". O presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, Jorge Alves, duvida disso e mostra-se preocupado com o cenário actual. "Temos espaços que, segundo o Código de Execução de Penas, deviam ser individuais onde dormem dois reclusos e camaratas onde deviam estar 10 e estão 16 ou 18", precisa. E lembra que o Governo não cumpriu a promessa eleitoral de criar mais 10 prisões. "A única cadeia em construção é a de Angra de Heroísmo", afirma.
Aumentar a lotação
Isso e o encerramento de alguns estabelecimentos prisionais, como os regionais de Coimbra e Funchal, fizeram descer a lotação das cadeias. Há hoje lugar para 11.921 reclusos, quando em 2007 a lotação era de 12.416. A DGSP explica que as obras nas prisões de Linhó e Alcoentre, bem como a construção de novas cadeias, vai permitir aumentar a lotação. Mas não concretiza a que ponto, nem datas para a conclusão das obras.
orge Alves diz que algumas já duram há anos e denuncia uma situação de ruptura de meios, em que, por falta de dinheiro, há carrinhas celulares paradas à espera de inspecção e revisão. "Por falta de contratos de manutenção há pórticos de detecção de metais e aparelhos de raios X que ficaram um ano sem funcionar", acrescenta. O sindicalista receia que o agravamento da sobrelotação em algumas cadeias aumente a criminalidade e a violência dentro das prisões e indica que o Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP), uma unidade especial para reprimir distúrbios, já teve seis intervenções em casos graves desde Agosto passado (duas vezes em Alcoentre e uma no Linhó, Montijo, Pinheiro da Cruz e Custóias).
O receio é partilhado pelo presidente da Associação contra a Exclusão pelo Desenvolvimento, António Pedro Dores (onde funciona o SOS Prisões), que acredita que a tensão tem vindo a crescer dentro das cadeias. Isso mesmo mostra o número de denúncias que deram origem a uma intervenção da associação, mais de 80 em 2010, contra 23 no ano anterior. "Os espancamentos deixaram de ser tão descontrolados, para se tornarem mais direccionados e controlados, mas continuam", diz Dores.
O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, Jerónimo Martins, confirma que ainda são frequentes as violações dos direitos dos reclusos, não apenas no abuso da força, mas também na negligência de cuidados de saúde e no acesso dos presos às suas famílias.
Apesar dos problemas, todos aplaudem a erradicação do balde higiénico nas cadeias, que Jerónimo Martins lamenta que tenha acontecido apenas "no século XXI". Jorge Alves e o presidente da Comissão dos Direitos Humanos elogiam a entrada em vigor do Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, que deverá acabar com a discrepância de regras dentro das cadeias do país. "Antes havia dois pesos e duas medidas para situações idênticas", resume Jerónimo Martins. Também louvada é a formação específica que a DGSP está a fazer nas prisões, que deverá uniformizar as buscas e as revistas ou a forma como os reclusos são algemados. "Esta era uma reivindicação nossa de há muito tempo", sublinha Jorge Alves.
http://www.publico.pt/Sociedade/prisoes-portuguesas-com-99-por-cento-de-taxa-de-ocupacao-e-algumas-sobrelotadas_1492019
Os números são da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP) e mostram que a situação mais preocupante se vive nos estabelecimentos prisionais regionais, com a grande maioria a exceder a sua capacidade.
No global, a taxa de ocupação destas 27 cadeias é de 122 por cento, mas há estabelecimentos, como o de Viseu, onde, no final do ano passado, estavam quase o dobro dos presos permitidos pela lotação.
Nos estabelecimentos prisionais centrais, é em Lisboa e no Porto que se vivem as situações de sobrelotação mais problemáticas. No final do ano passado, estavam na cadeia de Custóias mais 210 reclusos do que os 686 previstos na lotação e, em Lisboa, a ocupação ultrapassa em 25 por cento os lugares disponíveis. Bem melhor estão os quatro estabelecimentos especiais, incluindo o hospital prisional, em Oeiras, onde a taxa de ocupação média está abaixo dos 60 por cento.
Na última década a população prisional cresceu até 2003, ano em que estavam detidas quase 14 mil pessoas. A partir daí o número de reclusos começou a diminuir, até 2008, altura em que se atingiu o número mais baixo da década, com cerca de 10.800 pessoas nas cadeias portuguesas. Em 2009 a população prisional começou a crescer, o que se tem mantido até agora.
Contactada pelo PÚBLICO, a DGSP sublinha que a taxa de ocupação inclui "os condenados em penas de prisão por dias livres que só ocupam as celas aos fins-de-semana". O presidente do Sindicato Nacional da Guarda Prisional, Jorge Alves, duvida disso e mostra-se preocupado com o cenário actual. "Temos espaços que, segundo o Código de Execução de Penas, deviam ser individuais onde dormem dois reclusos e camaratas onde deviam estar 10 e estão 16 ou 18", precisa. E lembra que o Governo não cumpriu a promessa eleitoral de criar mais 10 prisões. "A única cadeia em construção é a de Angra de Heroísmo", afirma.
Aumentar a lotação
Isso e o encerramento de alguns estabelecimentos prisionais, como os regionais de Coimbra e Funchal, fizeram descer a lotação das cadeias. Há hoje lugar para 11.921 reclusos, quando em 2007 a lotação era de 12.416. A DGSP explica que as obras nas prisões de Linhó e Alcoentre, bem como a construção de novas cadeias, vai permitir aumentar a lotação. Mas não concretiza a que ponto, nem datas para a conclusão das obras.
orge Alves diz que algumas já duram há anos e denuncia uma situação de ruptura de meios, em que, por falta de dinheiro, há carrinhas celulares paradas à espera de inspecção e revisão. "Por falta de contratos de manutenção há pórticos de detecção de metais e aparelhos de raios X que ficaram um ano sem funcionar", acrescenta. O sindicalista receia que o agravamento da sobrelotação em algumas cadeias aumente a criminalidade e a violência dentro das prisões e indica que o Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP), uma unidade especial para reprimir distúrbios, já teve seis intervenções em casos graves desde Agosto passado (duas vezes em Alcoentre e uma no Linhó, Montijo, Pinheiro da Cruz e Custóias).
O receio é partilhado pelo presidente da Associação contra a Exclusão pelo Desenvolvimento, António Pedro Dores (onde funciona o SOS Prisões), que acredita que a tensão tem vindo a crescer dentro das cadeias. Isso mesmo mostra o número de denúncias que deram origem a uma intervenção da associação, mais de 80 em 2010, contra 23 no ano anterior. "Os espancamentos deixaram de ser tão descontrolados, para se tornarem mais direccionados e controlados, mas continuam", diz Dores.
O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, Jerónimo Martins, confirma que ainda são frequentes as violações dos direitos dos reclusos, não apenas no abuso da força, mas também na negligência de cuidados de saúde e no acesso dos presos às suas famílias.
Apesar dos problemas, todos aplaudem a erradicação do balde higiénico nas cadeias, que Jerónimo Martins lamenta que tenha acontecido apenas "no século XXI". Jorge Alves e o presidente da Comissão dos Direitos Humanos elogiam a entrada em vigor do Regulamento Geral dos Estabelecimentos Prisionais, que deverá acabar com a discrepância de regras dentro das cadeias do país. "Antes havia dois pesos e duas medidas para situações idênticas", resume Jerónimo Martins. Também louvada é a formação específica que a DGSP está a fazer nas prisões, que deverá uniformizar as buscas e as revistas ou a forma como os reclusos são algemados. "Esta era uma reivindicação nossa de há muito tempo", sublinha Jorge Alves.
http://www.publico.pt/Sociedade/prisoes-portuguesas-com-99-por-cento-de-taxa-de-ocupacao-e-algumas-sobrelotadas_1492019
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Mais o nossos politicos, atingia-se a taxa dos 100%, e ficavamos a viver numa sociedade perfeita.

BARRIER02- 1º Sargento

-

Idade: 35
Profissão: Militar GNR
Nº de Mensagens: 1030
Mensagem: Padeço de doença Bipolar. Viva o maniqueismo!!!!
Meu alistamento: Aqui podes colocar o ano do teu alistamento!(Facultativo)
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Construam-se mais.

Hugo- Cabo

-

Idade: 34
Profissão: Militar GNR
Nº de Mensagens: 161
Meu alistamento: 2000/2001
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Nao se podem mandar para outros paises (aqueles africanos e medio oriente ??? )
Ja a gora existe um pais na europa (acho que holanda, que a taxa de crimes é tao pequena que fez de prisoes hoteis e aluga as outras para paises vizinhos)
Ja a gora existe um pais na europa (acho que holanda, que a taxa de crimes é tao pequena que fez de prisoes hoteis e aluga as outras para paises vizinhos)

josse- 1º Sargento

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Idade: 36
Profissão: GNR
Nº de Mensagens: 1073
Mensagem: A vida é uma folga que a morte nos dá.
Meu alistamento: 2º -1998 AIP 1ª companhia turma 4
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Foi o que eu disse a algum tempo atras e agora esta a bater tudo certo.
sairam cerca de 2000 presos quando houve mudanças na lei mas pelos crimes que tinham voltavam a entrar de certeza e agora vai voltar tudo ao que era antes, prisoes sobrelotadas.
Onde estos ja nao existem mais vagas mas nao esta sobrelotada, mas esta na carga maxima.
sairam cerca de 2000 presos quando houve mudanças na lei mas pelos crimes que tinham voltavam a entrar de certeza e agora vai voltar tudo ao que era antes, prisoes sobrelotadas.
Onde estos ja nao existem mais vagas mas nao esta sobrelotada, mas esta na carga maxima.

PGP- Cabo-Chefe

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Idade: 38
Profissão: GP
Nº de Mensagens: 258
Meu alistamento: Aqui podes colocar o ano do teu alistamento!(Facultativo)
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Começo a acreditar que há quem faça pressão nos Juízes para que não metam ninguém na cadeia, para eles mais vale andar os criminosos por aí fora que construir mais e maiores prisões, andou-se a gastar à grande e à francesa agora é o que é, que É FEITO DOS MILHARES DE EUROS QUE ENTRAVAM DIARIAMENTE EM PORTUGAL AQUANDO DA INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL NA ENTÃO CEE E AGORA UE?

BigSargent- Sargento-Ajudante

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Idade: 36
Profissão: Miltar da GNR
Nº de Mensagens: 1656
Mensagem: Ola a todos.
Boa sorte camaradas e amigos.
Meu alistamento: Simplesmente o melhor - 1999
Re: Prisões portuguesas com 99 por cento de taxa de ocupação e algumas sobrelotadas
Não sei se já viram o Tropa de Elite 2, mas esta notícia lembra-me a parte da palestra lá do político.
Metam essas criaturas a cavar\tapar buracos, a dormir em tendas no meio do mato, a caçar a própria comida, cultivar os próprios vegetais. Diminui logo o número de presos.
Metam essas criaturas a cavar\tapar buracos, a dormir em tendas no meio do mato, a caçar a própria comida, cultivar os próprios vegetais. Diminui logo o número de presos.

Roque- Sargento-Chefe

-

Idade: 29
Profissão: Militar da GNR\UI
Nº de Mensagens: 2138
Mensagem: "You ask me if I have a God complex. Let me tell you something: I am God"
Meu alistamento: 00
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