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Propostas combate crime «puxam manta para um lado e destapam do outro»
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Propostas combate crime «puxam manta para um lado e destapam do outro»
Propostas de combate ao crime «puxam a manta para um lado e destapam do outro»
O presidente do Sindicato dos Funcionários Judicais saúdou as medidas de combate ao crime violento, que vão ser anunciadas, por Pinto Monteiro. Contudo, Fernando Jorge duvida da sua aplicabilidade e considera que, nas condições actuais, estas «puxam a manta para um lado e destapam do outro».
O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, vai anunciar, na tarde de quinta-feira, novas medidas de combate ao crime violento, propostas que podem passar pelo reforço de magistrados nos departamentos de investigação e acção penal e pela constituição de equipas mistas de combate ao crime.
Estas propostas, que têm sido reveladas por alguns jornais nos últimos dias, são bem acolhidas pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais, mas suscitam dúvidas ao presidente deste sindicato.
Fernando Jorge tem dúvidas em relação à possibilidades destas medidas serem postas em prática.
«Concordamos inteiramente com estas medidas, aliás esta pretensão de pôr os funcionários do Ministério Público efectivamente em acção, no terreno, junto da própria investigação criminal é uma matéria que o sindicato defende há muito tempo e portanto achamos uma excelente ideia», explicou.
No entanto, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais considera que «a exequibilidade é um pouco mais difícil no contexto actual, derivado à falta de funcionários».
Fernando Jorge pediu o «reforço dos quadros do Ministério Público e acções de formação adequadas», actualmente quase impossíveis devido à «falta de quadros é reconhecida por toda a gente e a falta de formação é mais do que lamentável, ela praticamente não existe».
Este sindicalista notou como mais lamentável que a falta de formação quase não exista «sobretudo numa área tão específica como a da investigação criminal e dos funcionários do Ministério Público».
O presidente do sindicato duvida que haja meios suficientes para que o país possa dispor de equipas mistas de combate ao crime a funcionarem em permanência.
«Se retirarmos dos tribunais funcionários para a investigação criminal, que era desejável e estimulante, a verdade é que depois os quadros das secretarias dos tribunais ver-se-iam desfalcados», adiantou.
Fernando Jorge considerou por isso que «não era desejável que a investigação corresse bem, que fosse mais célere e eficaz, mas que os processos parassem quando chegassem às secretarias dos tribunais, portanto mata-se o problema à nascente, mas depois a montante, ele estanca outra vez».
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1005877
O presidente do Sindicato dos Funcionários Judicais saúdou as medidas de combate ao crime violento, que vão ser anunciadas, por Pinto Monteiro. Contudo, Fernando Jorge duvida da sua aplicabilidade e considera que, nas condições actuais, estas «puxam a manta para um lado e destapam do outro».
O Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, vai anunciar, na tarde de quinta-feira, novas medidas de combate ao crime violento, propostas que podem passar pelo reforço de magistrados nos departamentos de investigação e acção penal e pela constituição de equipas mistas de combate ao crime.
Estas propostas, que têm sido reveladas por alguns jornais nos últimos dias, são bem acolhidas pelo Sindicato dos Funcionários Judiciais, mas suscitam dúvidas ao presidente deste sindicato.
Fernando Jorge tem dúvidas em relação à possibilidades destas medidas serem postas em prática.
«Concordamos inteiramente com estas medidas, aliás esta pretensão de pôr os funcionários do Ministério Público efectivamente em acção, no terreno, junto da própria investigação criminal é uma matéria que o sindicato defende há muito tempo e portanto achamos uma excelente ideia», explicou.
No entanto, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais considera que «a exequibilidade é um pouco mais difícil no contexto actual, derivado à falta de funcionários».
Fernando Jorge pediu o «reforço dos quadros do Ministério Público e acções de formação adequadas», actualmente quase impossíveis devido à «falta de quadros é reconhecida por toda a gente e a falta de formação é mais do que lamentável, ela praticamente não existe».
Este sindicalista notou como mais lamentável que a falta de formação quase não exista «sobretudo numa área tão específica como a da investigação criminal e dos funcionários do Ministério Público».
O presidente do sindicato duvida que haja meios suficientes para que o país possa dispor de equipas mistas de combate ao crime a funcionarem em permanência.
«Se retirarmos dos tribunais funcionários para a investigação criminal, que era desejável e estimulante, a verdade é que depois os quadros das secretarias dos tribunais ver-se-iam desfalcados», adiantou.
Fernando Jorge considerou por isso que «não era desejável que a investigação corresse bem, que fosse mais célere e eficaz, mas que os processos parassem quando chegassem às secretarias dos tribunais, portanto mata-se o problema à nascente, mas depois a montante, ele estanca outra vez».
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1005877

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