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Militar ainda espera
GNR: Soldado desfigurado com tiro de caçadeira aguarda por promessas
A prometida promoção a cabo continua por conceder. A GNR ainda não pagou as custas judiciais que lhe são devidas por lei. A indemnização inerente à condição de vítima de crime violento continua por atribuir. Dois anos e meio depois de ter ficado com a cara desfeita e cego de um olho, o soldado João Miguel Ferreira está a trabalhar. Mas as dificuldades financeiras são cada vez maiores.
A prometida promoção a cabo continua por conceder. A GNR ainda não pagou as custas judiciais que lhe são devidas por lei. A indemnização inerente à condição de vítima de crime violento continua por atribuir. Dois anos e meio depois de ter ficado com a cara desfeita e cego de um olho, o soldado João Miguel Ferreira está a trabalhar. Mas as dificuldades financeiras são cada vez maiores.
António Ferreira, pai do militar da GNR de Vila Franca de Xira, é porta--voz da angústia do filho. "Ele tem uma filha de dois anos e eu ajudo-o como posso. Mas também estou com dificuldades", assegurou ao CM. Desde a manhã de 16 de Janeiro de 2006, quando Manuel Cardoso, proprietário de uma residência de Sobral de Monte Agraço, o atingiu com um disparo de caçadeira na cara, a vida de João Miguel Ferreira nunca mais foi a mesma.
Além de aguardar a promoção a cabo, que lhe foi prometida pelo comando da GNR, João Ferreira é credor do comando--geral. "Não nos avisaram de que tínhamos apoio jurídico e, por isso, contratámos uma advogada. Paguei 1500 euros e já enviei a factura à GNR", referiu António Ferreira.
O soldado e a família aguardam ainda uma indemnização do Ministério da Justiça, que tarda em aparecer. "Temos direito, mas falta assinar o processo na Secretaria de Estado da Justiça ", concluiu António Ferreira.
MINISTRO DIZ QUE INDEMNIZAÇÃO ESTÁ EM ANÁLISE
António Ferreira, pai do soldado João Miguel Ferreira, avançou ao CM que a família está convicta de que o militar irá receber uma indemnização do Ministério da Justiça, uma vez que foi vítima de um crime violento. No entanto, fonte governamental sustentou ao nosso jornal, recorrendo à legislação, que a mesma indemnização (no valor máximo de três mil euros) só é atribuída se do crime tiver resultado a morte ou incapacidade permanente ou temporária e absoluta para trabalhar de pelo menos um mês. O pedido de compensação, uma vez apresentado ao Ministério da Justiça, é analisado pela Comissão de Protecção das Vítimas de Crimes Violentos, presidida por um juiz desembargador. O caso de João Ferreira está, segundo a mesma fonte governamental, a ser analisado pela comissão.
APOIO JURÍDICO É INERENTE
O tenente-coronel Costa Lima, porta-voz da GNR, disse ao CM que o apoio jurídico "é inerente à condição de militar da Guarda". Por isso, sustenta, "é falso que a GNR recuse apoios desta ordem". O que aconteceu, acrescentou o tenente-coronel, "foi que o militar nunca solicitou um advogado da GNR, para o defender no julgamento do autor do disparo". A GNR reconhece ainda a recepção da factura de 1500 euros que o pai de João Ferreira assegura ter enviado para o Comando-Geral, mas não garante que já a tenha pagado.
PORMENORES
JARRA DE CRISTAL
A GNR condecorou o soldado João Ferreira com uma jarra de cristal. Foi o prémio por quase ter perdido a vida em serviço.
FICOU SEM OLHO
Após ano e meio de tratamentos, João Ferreira conseguiu retomar o trabalho na GNR. No entanto, o militar perdeu um olho e tem falhas ocasionais de memória e de conhecimento.
DEZASSEIS ANOS E MEIO
A 12 de Dezembro de 2006, Manuel Cardoso, autor do disparo que cegou o soldado João Ferreira, foi condenado pelo tribunal de Torres Vedras a 16 anos e meio de cadeia.
Re: Militar ainda espera
Conheço e trabalho com o militar em causa, estava com ele quando tudo aconteceu e posso assegurar que não foi ele que pôs a notícia no jornal.
A maior parte do que lá vem escrito não corresponde à verdade, pelo que para evitar confusões institucionais já foi feita uma informação a qual foi enviada a quem de direito, para esclarecer tais factos...
A maior parte do que lá vem escrito não corresponde à verdade, pelo que para evitar confusões institucionais já foi feita uma informação a qual foi enviada a quem de direito, para esclarecer tais factos...
Assim, por uma questão de respeito, peço que não comentem sobre o que não sabem, correndo o risco de dizer alguma barbaridade...
Respeitem o sofrimento e a luta do meu camarada...
Obrigado...
O que somos?... Amigos!
O que queremos?... Alvorada!
O que amamos?... O perigo!
O que tememos?... Nada!
Em posição!... Já!
"Adsum" (Latim - "SEMPRE PRONTO")
E. P. SÁ (PQ) - (NIC GNR)
O que queremos?... Alvorada!
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Re: Militar ainda espera
Que a sua situação se resolva o mais rápido possível. Isto é, infelizmente, apenas mais um exemplo de que as coisas são muito bonitas quando tudo corre bem, mas quando realmente precisamos do apoio da nossa instituição... temos que pedir tudo e quase por favor...
"foi que o militar nunca solicitou um advogado da GNR, para o defender no julgamento do autor do disparo"
A própria guarda devia era oferecer os serviços, não esperar que numa situação destas o venham solicitar.
Faz-me lembrar o que deu ontem no 30minutos da RTP1, o sr. inspector da judiciária Gonçalo Amaral, que trabalhava por amor a camisola, o que recebeu da sua instituição foi um chega para lá... é o que temos...
Abraço,

Passam céleres, altivos e impenetráveis.
É a cavalaria que passa!!!!!

Passam céleres, altivos e impenetráveis.
É a cavalaria que passa!!!!!
Re: Militar ainda espera
Acontece que ele estava em estado de coma induzido quando deveria requerer à instituição o dito apoio judiciário...
A familia dele não tem obrigação de conhecer a nossa legislação institucional...
E onde estava o Sr. Oficial de Ligação que nestes casos informa e apoia a familia da vítima????????????????????????????????????????
A questão é essa...
A familia dele não tem obrigação de conhecer a nossa legislação institucional...
E onde estava o Sr. Oficial de Ligação que nestes casos informa e apoia a familia da vítima????????????????????????????????????????
A questão é essa...
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O que amamos?... O perigo!
O que tememos?... Nada!
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Re: Militar ainda espera
So posso desejar que tudo isto se resolva da melhor maneira para o camarada Ferreira, mas é de me sentir revoltado como é possivel o individuo que quase mata um elemento duma força de Segurança ter uma pena de apenas 16 anos e meio, anos estes que nunca ira cumprir na totalidade, nao demora muito ta ca fora.
É este o país que temos, enfim...
É este o país que temos, enfim...
Re: Militar ainda espera
Muita coragem e paciência para si camarada, e não deixe que qualquer sentimento de injustiça o consuma.
Já deu mais do que a sua parte, agora olhe pelos seus, desfrute do prazer de criar os seus descendentes, e do resto faça o que achar que lhe vai na alma...
Não espere nada das instituições... assim a desilusão é menor.
Um Abraço
1.º Sarg.º Ideias
Já deu mais do que a sua parte, agora olhe pelos seus, desfrute do prazer de criar os seus descendentes, e do resto faça o que achar que lhe vai na alma...
Não espere nada das instituições... assim a desilusão é menor.
Um Abraço
1.º Sarg.º Ideias
Ranger
Re: Militar ainda espera
Isto tinha de mudar muito...tinha tinha. O mundo está para os bandidos. Quem é de bem é q sai a perder

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